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26/11/2007
13/11/2007
16/03/2007
II ENCONTRO DE BLOGS EM ALVITO
02/03/2007
ALVITO - CONCERTO - 03 DE MARÇO

Câmara e Diocese unem esforços para a defesa de património esquecido
Música na Igreja Matriz de Alvito,
um monumento nacional em risco de ruína
Apostando forte numa descentralização cultural que não descura a qualidade, o Festival Terras sem Sombra traz um ciclo de grandes intérpretes ao interior do Baixo Alentejo. Miguel Serdoura, figura de referência no panorama internacional do alaúde, dá a conhecer repertório de Canções Sacras e Seculares dos Séculos XVII e XVIII, com Partitas, Sonatas e Corais de Esaias Reusner e Adamo Falckenhagen. O concerto terá lugar, em 3 de Março, pelas 21H30, num edifício de grande beleza.
Classificada como Monumento Nacional desde 1939 e propriedade do Estado, a igreja matriz de Alvito é um dos principais exemplos da arquitectura manuelina do Sul de Portugal, destacando-se não só pela sofisticação da sua silhueta povoada de ameias, reminiscência de um tempo em que as igrejas também tinham funções defensivas, mas por todo um vasto espólio artístico, incluindo pinturas murais, sobre madeira e sobre tela, azulejaria, imagens, peças de ourivesaria e paramentos. É, sem favor, um dos tesouros do património português. Mas isto não evita que esteja em perigo de sofrer graves deteriorações. Apoiado sobre colunas de pedra que apresentam fissuras – um fenómeno conhecido pelo nome de esquirolamento –, o coro alto do edifício afunda-se lentamente. Um telhado novo, colocado há poucos anos pelos serviços oficiais, veio agravar ainda mais a situação, trazendo mais peso a uma estrutura já de si fragilizada. Na capela-mor, centenas de azulejos estão a desprender-se das paredes e correm o risco de colapso, como um castelo de cartas. A passagem do trânsito automóvel nas imediações não ajuda.
O Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja e a Câmara Municipal temem o pior, a ruína de algumas das suas estruturas da igreja, com o consequente desaparecimento de obras de arte importantes. Há também riscos no que toca à utilização regular do espaço litúrgico. Verbas para a recuperação do monumento por parte do seu proprietário, o Estado, não existem. A resolução dos problemas tem sido sistematicamente protelada. Mas na terra não se fica de braços cruzados. Através de uma parceria que envolve a Diocese, a Paróquia e o Município, existe o firme propósito de não deixar esquecer o dossier da igreja matriz de Alvito. O primeiro passo foi dado em 2006, com o restauro de uma importante pintura mural do Renascimento em risco de perda, iniciativa promovida pela Associação de Municípios do Alentejo Central e que foi inteiramente suportada por mecenato privado. Agora, enquanto se prepara uma exposição que visa divulgar o surpreendente espólio de arte sacra do concelho, o protagonismo vai caber à música, através de um concerto integrado no 3.º Festival Terras sem Sombra de Música Sacra. Num momento em que o país está a esquecer-se do interior, é fundamental que este faça ouvir a sua voz com actividades de qualidade no campo da cultura, como acentuam os organizadores do Festival, um evento nascido da colaboração do Departamento do Património da Diocese de Beja com a Arte das Musas e que, ao atingir a terceira edição, conta com o apoio do Ministério da Cultura, da Região de Turismo da Planície Dourada e das autarquias da região. Um dos seus principais objectivos é precisamente chamar a atenção para monumentos religiosos que começam a estar ligados por itinerários de visita.
MIGUEL SERDOURA - VIRTUOSO DO ALAÚDE
Este artista, um dos mais brilhantes alaudistas da actualidade, nasceu em Lisboa, cidade onde iniciou os seus estudos musicais, e obteve em 1994 o diploma do curso geral de Guitarra Clássica. Em 1995 foi residir para Paris, tendo-se dedicado aí ao estudo do seu instrumento de eleição. Foi mais tarde admitido no Departamento de Música Antiga do Conservatório Superior de Paris, na classe de Claire Antonini, discípula de Eugéne Ferre. Posteriormente, de 1999 a 2004, estudou com Hopkinson Smith, mestre incontestável do alaúde, na Schola Cantorum Basiliensis (Suíça). Participou simultaneamente em diversas master classes do seu instrumento, ministradas por Rol Lisveland e outros prestigiados artistas. Em 2000 foi convidado a apresentar-se num documentário televisivo sobre o alaúde e o alaudista Hopkinson Smith, documentário que viria a ser transmitido pelos canais Arte, Mezzo, Classica, RTBF, TSR e TVE. Tem-se feito ouvir em recitais a solo em França, Alemanha, Portugal, Bélgica, e Suíça. Ministra aulas de alaúde barroco e renascentista em Paris e prepara actualmente um “Método para Alaúde Barroco” que será editado pela Sociedade Francesa de Alaúde. Ainda no âmbito da pedagogia, realiza regularmente concertos e conferências no Musée de la Musique – Cité de la Musique, em Paris. Em Outubro de 2006 efectuou uma série de concertos nos Estados Unidos (Princeton, Rochester, Los Angeles, San Diego e Berkeley).
O repertório de peças sacras e profanas dos séculos XVII e XVIII preparado para o concerto na igreja matriz de Alvito tira partido das magníficas condições acústicas do monumento e faz justiça às suas tradições musicais. Na época, Alvito destacou-se pela excelência dos músicos ao serviço das instituições locais, com destaque para a paróquia, o que não terá sido alheio à presença, na vila, de uma importante comunidade de frades da Ordem da Santíssima Trindade, especialistas em cantochão e outras modalidades da música litúrgica. Os barões, condes e marqueses de Alvito celebrizaram-se igualmente pelo apoio dado à actividade musical, tendo alguns membros desta família sido, eles próprios, intérpretes e compositores de renome.
28/01/2007
ALVITO - CONCELHO

ALVITO
A trinta e seis quilómetros de Beja, a sede do distrito, o concelho de Alvito é constituído por duas freguesias apenas: Alvito, a sua sede, e Vila Nova da Baronia, que até cerca de dois séculos se chamou Vila Nova de Alvito. Aqui vivem actualmente cerca de 2.650 pessoas, que se distribuem por uma área de duzentos e sessenta e um quilómetros quadrados. Banha parte do concelho a Ribeira de Odivelas.
O povoamento desta região é muito antigo, facto que pode ser atestado através do aparecimento de diversos vestígios arqueológicos. O próprio topónimo, que lhe dá nome, é de origem germânica.
Do património da vila, e porque em cada freguesia damos conta pormenorizada do principal, referimos apenas, neste espaço, o edifício que actualmente serve de câmara municipal. Foi construído em 1720, na parte sul da vila, e tem uma torre de relógio ameada com uma cúpula oitavada.
O concelho foi formado em 1280, através de foral concedido pela Ordem da Santíssima Trindade. D. Manuel I confirmou-o em 1516. Tudo começou, no entanto, antes, quando os concelhos de Évora e Beja doaram, em 1245, a Herdade da Villa de Alvito ao Chanceler Estevão Anes, que tratou de a povoar.
A principal actividade económica da população de Alvito é a agricultura. O sector primário, hoje como sempre, a fazer depender da sua rentabilidade os sucessos de toda uma prole de filhos de uma bonita terra.

FREGUESIA DE VILA NOVA DA BARONIA
Vila Nova da Baronia, inicialmente denominada Vila Nova de Alvito, sofreu ao longo dos tempos alterações no nome, tais como Vila Nova a par de Alvito, Vila Nova junto a Alvito ou Vila Nova junto a Viana. Estas designações mantiveram-se até ao séc. XVIII, altura em que tomou a designação final de Vila Nova da Baronia, por fazer parte do grande senhorio dos Barões de Alvito.
A referência mais antiga a esta vila data do séc. XIII. Foi fundada em terras doadas pelo concelho de Évora ao Chanceler-Mor de D. Afonso II, Estevão Anes, em 1257, o qual as integrou no seu couto de Alvito.
Em 1279 é testada pelo Chanceler à Ordem da Santíssima Trindade de Santarém. Foi este mosteiro que lhe concedeu o primeiro foral em 1280, documento que regula as relações entre senhores e indivíduos, estabelecendo obrigações e privilégios dos habitantes da localidade.
Em 1283, devido á polémica que surge entre os trinitários e D. Dinis, os frades abandonam o senhorio. Desta forma, em 1284, juntamente com Alvito. Vila Nova volta aos domínios da Coroa, sendo o foral confirmado pelo Rei em 1289.
Durante o reinado de D. João I, no ano de 1387, Vila Nova da Baronia foi doada, conjuntamente com Alvito, a Diogo Lopes Lobo, mantendo-se nesta família até à extinção das donatarias.
Vila Nova da Baronia constitui sede de concelho com autonomia administrativa e judicial até 1836, sendo testemunho disso o pelourinho que hoje se localiza na Praça da República. Nesse ano o concelho de Vila Nova da Baronia foi integrado no de Alvito, fazendo parte da diocese e comarca de Évora, integrava a provedoria de Beja, enquanto a nível jurídico se encontrava dependente de Alvito.
Admite-se a possibilidade de Vila Nova ter possuído castelo, embora hoje não restem vestígios de obras de defesa.
A vila foi igualmente de Judiaria, situada na actual Rua Prof. Egaz Moniz, bem como Mouraria.
Vila Nova da Baronia possui no seu centro histórico um património edificado significativo, que se traduz não só num conjunto de igrejas erguidas nos sécs. XVI e XVII, onde se destaca a imponência da Igreja Matriz, os azulejos seiscentistas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e os restos do magnífico revestimento fresquista da Igreja da Misericórdia, mas também em alguns apontamentos arquitectónicos que se podem descobrir ao percorrer as ruas da vila.
São também de muito valor o conjunto de ermida que circundam a vila: Sant’Águeda, S. Pedro e Santo António. À excepção de Sant’Águeda, as outras duas encontram-se numa completa ruína.
São também de destacar os belíssimos portais manuelinos, semelhantes na traça, divergindo apenas na decoração aplicada.
Seguindo a tradição religiosa, encontramos em Vila Nova da Boronia, três Passos, onde se apresentam as Estações da Via Sacra durante a procissão dos Passos do Senhor.
Tendo sido sede de concelho, Vila Nova da Baronia possui no Largo General Teófilo da Trindade, o edifício dos antigos Paços do Concelho.
Tudo isto inserido num casario que mostra ainda alguns exemplares de cariz popular, de fachadas simples ornamentadas com chaminés de ressalto.
Vale a pena visitar.
(Fonte: ANAFRE)
18/01/2007

ALVITO REGISTOU ACRÉSCIMO DE VISITANTES EM 2006
O Posto de Turismo de Alvito registou no ano de 2006 o maior número de visitantes desde a sua abertura, em Agosto de 1999. Durante o ano transacto foram registados 2951 visitantes, o que relativamente ao ano de 2005, em que foram contabilizados 2358 pessoas, sofreu um acréscimo de 25%.
De referir que os meses de maior afluência ao concelho foram Abril e Outubro.
A maior parte dos visitantes que se deslocaram a Alvito são de nacionalidade portuguesa, sendo de registar o acréscimo significativo de turistas de nacionalidade inglesa e espanhola.
A Câmara Municipal, em 2007 continuará a apostar fortemente no património e no turismo, de forma a potenciar os recursos existentes, que são cada vez mais atractivos para quem visita o concelho.
Uma das iniciativas que foi possível concretizar em 2006 e que teve resultados bastante positivos, em termos de visitas, foi a abertura ao público de alguns edifícios religiosos, nas duas freguesias (Alvito e Vila Nova da Baronia), projecto que é para continuar e melhorar durante 2007.
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