
21/06/2009
ENTRE A CERTEZA E A CONTINGÊNCIA
Entre a certeza e a contingênciapor Baptista-Bastos
Há anos, num semanário que por aí se publica, José Sócrates declarou, crudelíssimo e terrível: "Sou um animal feroz." A frase não permitia a mais exígua nesga de bondade. O homem queria apresentar-se à puridade com o estofo de um lutador indomável e o estilo de quem não hesita no uso do ditirambo. Foi gozado. Os gozadores esqueciam-se, ou ignoravam, que o exercício da política obedece a círculos concêntricos. Cedo, enfiaram a viola no saco. Com idêntica plenitude incensaram-no de rosa e levaram-no em ombros.
A Imprensa precisa sempre de vítimas e de carrascos, de santos com defeito e de heróis evasivos. Uns e outros fazem as primeiras páginas e alvoroçam os leitores. A vida dos jornalistas é uma triste configuração do Sísifo mitológico. A vida dos leitores é uma melancolia privada. Ambos rejubilam com um escândalo, por modesto que seja, ou com uma frase que passeie, desgarrada, por aqui ou por ali. Durante vinte e quatro horas, o bulício anima-os.
Sócrates beneficiou da reservada simpatia de profissionais da Comunicação que viam nele um Jacob a amarinhar pelas escadas, a caminho de um novo céu socialista. Falava desenvolto; enfrentava, empertigado, opositores, adversários e recalcitrantes; vestia caro, bom e bem; parecia não ter medo da força que apregoava. Varreu do léxico palavras e expressões presumivelmente associadas à ideia de compromisso. E também varreu a voz da rua, a angústia da rua, o drama da rua. Foi muito elogiado pelos grandes patrões, homens calculados, infalíveis e devotos.
O Governo dele tem sido este filme barato e negro, desprovido da tirania das emoções, frio, inclemente e rude. Sacudido pela derrota nas "europeias", fechou a cara e, sem impaciência nem tolerância, logo garantiu não "mudar de rumo." Eis o "animal feroz", cuja indiferença pelos outros é mais do que pejorativa. E aqueles que o julgam caído por terra, comentadores de prosa com mau hálito, abjurantes de nascença, já preparados para a viragem - que se acautelem. Para sobreviver às legislativas ele irá cerzir, aqui e ali, os rasgões provocados nesse tecido absurdo e espúrio, a que chamou "socialismo moderno" e, ligeiro e feliz, dirá "alguma coisa de Esquerda", também ela feliz e ligeira.
Deixem correr o tempo. O tempo é mais importante do que aquilo que com ele fazemos. Temos de reconhecer este facto para admitirmos que um homem cercado, como ele foi e tem sido, não cede com facilidade. Demais, Sócrates está inebriado de poder, e os que desse poder beneficiam não estão dispostos a dispensá-lo. Les jeux sont faits. Sócrates é, para eles, uma certeza; os eventuais outros, uma dúvida e uma contingência.
UM "INSULTO" QUE É UMA LIÇÃO PARA A VIDA
Um 'insulto' que é uma lição para a vidapor Ferreira Fernandes
A África do Sul está a organizar a Taça das Confederações com equipas de todos os continentes. Pelo que já se viu, as oito selecções não darão grandes lições de futebol. Mas os jornalistas presentes, vindos de todo o mundo, tiveram direito a um curso intensivo sobre jornalismo. Ou, melhor, receberam esta lição básica para qualquer homem que queira entender o que o rodeia: não saber, é mau; mas não saber e julgar saber é muito pior.
Tudo começou no jogo de abertura, África do Sul-Iraque. As atenções centravam-se na equipa da casa, que vai ser hospedeira do próximo Campeonato Mundial, já para o ano. Não foi bonito de se ver, a África do Sul não é no futebol o que é na produção de ouro ou no râguebi - uma potência mundial. Sem estrelas e sem fio de jogo, foi uma desilusão.
Como não havia táctica de losango digna de estudo nem médio ala que encantasse, começou a perfurar pelos jornalistas fora aquilo que dorme no interior de todos eles: o sociólogo. O que os jornalistas viram e ouviram, no relvado e nas bancadas, levou-os a uma conclusão dolorosa.
Entre os bafana bafana, os futebolistas da selecção sul-africana, entre aquela maré negra, destacava-se o defesa central Matthew Booth. Além do seu 1,98m (o mais alto da equipa) e da sua cabeça brilhante de rapada, era o único branco da equipa. Os olhos dos jornalistas notaram também que, nas bancadas, a supremacia dos negros sobre os brancos ultrapassava a relação de oito para um, que existe no país. Na África do Sul, o râguebi é a paixão dos brancos e o futebol, a dos negros.
Ora a esses dados visuais juntava-se um som: buuuuuuuuuuuu! De cada vez que os jornalistas viam o defesa central branco tocar na bola, viam também os espectadores alarmarem-se e deles vinha aquele som intenso que em todos os estádios é considerado insulto, vitupério, xingadela. O claro desaforo de que o pobre atleta branco era alvo por parte da multidão negra era sublinhado pelo uso barulhento dos vuvuzela, as trompetas feitas de corno dos veados kudus.
Booth estava a ser sujeito à mesma receita racista, com troca das cores, que certos estádios espanhóis reservam a Eto'o, o avançado camaronês. No dia seguinte ao jogo, os jornalistas europeus assinalaram o intolerável gesto. Anteontem, a questão foi posta ao próprio: deve custar-lhe muito ouvir aquele "buuuuuuu!" da multidão... Mas, para espanto de todos, Matthew Boot deu um gargalhada: "Mas que insulto?!" E explicou: buuuuuu! é o grito que prolonga o seu nome, Booth. Não é insulto, é incentivo. Ele, que foi capitão da selecção de esperanças e dos sub-21, é o mais popular e querido jogador dos bafana bafana.
E a esta confusão negra e branca os jornalistas acrescentaram um sorriso amarelo.
19/06/2009
A LIBERDADE DELES ...

----A liberdade deles....
2009-06-05
A democracia portuguesa está mal. O sistema partidário, como um todo, fenece. Quando os partidos representados na Assembleia da República não são capazes do consenso necessário para eleger o Provedor de Justiça e obrigam Nascimento Rodrigues a manter-se no cargo, contra a sua vontade e o seu estado de saúde, quase um ano transcrito após a cessação do seu mandato, uma coisa fica clara - estes partidos não servem a Nação. Estes partidos não defendem o interesse nacional. Estes partidos não se preocupam com o povo. Pelo contrário, ocupam-se, isso sim, nos seus jogos de poder, em mesquinhas disputas, características da baixa política. Basta ver a forma como o prof. dr. Vital Moreira, a quem se exige seriedade académica, honestidade intelectual, rigor científico, dispara a torto e a direito e ataca, chinela no pé, o PSD, afirmando que "todos aqueles senhores" que, no BPN, utilizaram "a economia para efeitos puramente criminosos" são, "certamente por acaso e só por acaso, figuras gradas do PSD"; e, por isso, intima o dito a pronunciar-se "sobre a roubalheira do BPN". O rigor do constitucionalista perdeu-se, descidas as escadarias da Universidade de Coimbra, na pressa de apanhar o avião para Bruxelas. E nem se lembra, o candidato Vital, que quem tem Freeports de vidro devia ser mais comedido nas bojardas. Triste do povo a quem propõem tais tribunos.
Mais triste, ainda, o povo a quem, um outro senador, também do PS, quer obrigar a votar porque a democracia (deles) "precisa de mais (…) participação eleitoral para ser uma democracia útil, genuína e sólida". Eis uma reveladora falácia. Temente da falta de representatividade dos que não sabem ou não querem servir o povo, César propõe-se penalizar "em termos fiscais ou em termos de benefícios ou acesso a serviços públicos" os cidadãos que não votem, e não apresentem "uma justificação adequada". Chocante. Persecutório. Assustador. Claro que tudo isto faz sentido num país em que o primeiro-ministro perde tempo a processar jornalistas, enquanto na Entidade Reguladora para a Comunicação Social há quem defenda uma "reprovação clara e substantiva" da forma como Manuela Moura Guedes apresenta o jornal nacional da TVI dada a sua "linguagem gestual e facial (…) que inclui trejeitos, risos irónicos, e outras formas de expressão não verbais" e assim "atenta contra o rigor da informação".
Talvez todos estes atentados à saúde da democracia nos fossem mais leves se a canção dos Xutos, "Sem eira nem beira", passasse na Rádio. Mas não passa. Claro que o facto da cantiga se ter transformado numa espécie de bandeira anti-Sócrates não é para aqui chamado. Ainda bem que vivemos em liberdade.
17/06/2009
STRAVINSKY
s t r a v i n s k y
(1882-1971)
Igor Fiodorvitch Stravinsky nasceu em Oraniembaum (Rússia), perto de São Petersburgo, a 17 (5 pelo antigo calendário) de junho de 1882. Filho de um conhecido cantor da ópera imperial de São Petersburgo, educou-se em excelente meio artístico e cultural.
Apesar da precoce vocação para a música, foi encaminhado para o curso de direito. Conheceu então o filho de Rimski-Korsakov, passando a estudar com esse último. Em 1905 abandonou a universidade. Ouvinte entusiasmado de suas primeiras obras, Diaghliev convidou-o a colaborar nos balés russos, para os quais compôs O pássaro de fogo, cuja apresentação em Paris (1910) lhe abriu o caminho da celebridade.
Alcançando outro sucesso com Petrouchka (1911), causou escândalo em maio de 1913 com A sagração da primavera. A I Guerra Mundial levou-o a mudar-se para a Suíça, voltando à França em 1919. Nessa época, apresentou-se freqüentemente como pianista e regente, enquanto como compositor se voltava para a pesquisa da tradição clássica européia.
Em 1939 perdia a mãe e a primeira mulher, ao mesmo tempo que o início da II Guerra Mundial o fazia trocar a França pelos Estados Unidos. Nesse país casou-se (1940) com Vera de Bosset e trabalhou durante mais de trinta anos. No começo da década de 1950, encontrou um amigo dedicado na pessoa do jovem regente Robert Craft, que lhe despertou o interesse pela música serial.
Em 1963, após quase meio século de afastamento, Stravinsky visitou a então União Soviética, recebendo carinhosa acolhida do povo russo. Stravinsky morreu em Nova Iorque, a 6 de abril de 1971.
Afirmando-se, ao lado de Bartók e Schönberg, como um dos compositores de maior significação na primeira metade do séc. XX, Stravinsky distingui-se entre seus contemporâneos pelo caráter multiforme, tanto de sua produção, quanto de suas diretrizes estéticas, que refletem as mudanças de meio e vivência sócio-cultural do seu cosmopolitismo.
À medida que se 'desenraíza', que se diversifica em variadas fontes de matéria-prima, cada vez mais seu interesse se concentra no valor da forma, da arquitetura musical, a que traz contribuições vigorosamente renovadoras.
Passando, no mínimo, por três fases bem demarcáveis - a da música de fundo russo, ligada à cooperação teatral com Diaghilev; a do chamado estilo neo-clássico, norteada pela revalorização criativa de princípios e autores da música européia do séc. XVIII; e da adesão do serialismo weberniano - Stravinsky sustenta e desenvolve em todas elas, como em seus muitos trabalhos de transição, a mesma preocupação de reordenar a arte musical e enriquecê-la com novas técnicas e perspectivas.
Sua imaginação é tão forte quanto sua racionalidade. Propõe-se, antes de tudo, dominar, num processo de depuração e de síntese, os elementos contrastantes de sua experiência, ao mesmo tempo eslava e ocidental.
Stravinsky consegue concretizar esse projeto. De um lado, na atitude anti-romântica, mas rebelde, em que promove a fusão do bárbaro e do moderno, do exótico e do universal; de outro lado, principalmente do Édipo rei (1927) e da Sinfonia dos salmos (1930) em diante, pela solene dualidade greco-romana de seu caminho para a religião, o catolicismo.
Entre uma e outra orientação, tornam-se mais inteligíveis as razões do período em que se volta para a polifonia pré-clássica e, em particular para Pergolesi. Recuará ainda mais, até a música do séc. XIV, para estruturar a sua surpreendente missa de 1948.
Defendendo a completa funcionalidade da técnica que requer um novo tratamento para cada obra, Stravinsky alcança admirável domínio artesanal, implanta novas combinações instrumentais, conduz um fluxo melódico que incorpora tudo, desde o folclore russo à liturgia da Igreja romana, alarga o espectro de possibilidades da harmonia tonal e confere ao ritmo um relevo extraordinariamente fértil para o desenvolvimento da música contemporânea.
Com sua pluralidade, sua força de tantos entrechoques e contradições, Stravinsky encarna em sua música uma súmula viva das crises e transformações que sacodem o mundo até hoje.
Nenhuma obra de Stravinsky é mais conhecida do que A sagração da primavera. Compreende-se a perplexidade dos primeiros ouvintes desses 'quadros da Rússia pagã': a aparente violação de toda a sintaxe musical, a aspereza politonal e do intenso cromatismo das dissonâncias, a poliritmia, o selvagem acento percussivo, a energia vulcânica do colorido orquestral, pareciam desmantelar tudo o que se consagrara de teoria e harmonia musical. Mas o fascínio da obra, que permanece, acentua-se na identificação aparentemente paradoxal do que sugere o tumulto da vida moderna, com suas máquinas e explosões; nesse sentido, é a recriação sonora do encontro de dois extremos, o primitivo e o contemporâneo.
Na ópera alegórica O rouxinol (1914), Stravinsky satiriza a mecanização da vida moderna. Inscrevem-se na mesma fase a ópera cômica Maura (1921) e o bailado As núpcias (1923), que explora o folclore dos camponeses russos. Diferente, e de difícil classificação, é A história do soldado (1918), inspirada no teatro ambulante e popular da Rússia. Concebida como uma espécie de pantomima fantástica, com narrador e orquestra no palco, reitera a crítica do compositor à era das máquinas.
A fase neo-clássica já se manifesta em Pulcinella (1919), bailado baseado em melodias de Pergolesi. Mais característico ainda é o Octeto para instrumentos de sopro (1923). Mas é a partir do modelo de Händel que Stravinsky realiza seu Édipo rei, oratório de grandiosa beleza trágica, com texto em latim, de Cocteau. Em Apollon Musagete (1928), a expressão neo-barroca, de frieza clássica, parte das formas puras da dança.
Trabalho culminante dessa segunda trilha stravinskyana, A carreira do devasso (1951) reúne motivos de Händel, de Mozart, e do canto italiano. A ópera inspira-se em quadros de Hogarth e dá a medida da relação entre as incursões históricas do autor e sua virtuosidade de estilo.
Até a religiosidade sincera da Sinfonia dos salmos, Stravinsky compôs diversas obras importantes, como o Rag Time (1918) para 11 instrumentos, sob a influência do jazz; a Sinfonia para instrumentos de sopro (1920); a ópera O beijo da fada (1928). Vem depois o sereno melodrama Perséfone (1934), com texto de André Gide; o Concerto para orquestra de câmara em mi bemol maior (1938), em que Stravinsky integra o estilo de J.S.Bach, prestando-lhe homenagem; a Sinfonia em dó maior (1940) e a Sinfonia em três movimentos (1945); o bailado Orfeo (1947).
A religião vai confluir, pouco a pouco, para o dodecafonismo, através do Canto sacro em honra do nome de São Marcos (1956), Threni (1959), Um sermão, uma narrativa e uma prece (1961), etc. De influência decisiva nas diversas correntes da música atual, Stravinsky escreveu uma auto-biografia (até 1934), Crônica de minha vida (1935), Poesia musical (1946) e vários livros em colaboração com Robert Craft.
16/06/2009
MENTES BRILHANTES

--Mentes brilhantes
Ou muito me engano ou já faltará pouco para ouvirmos falar do risco da estabilidade do regime se as esquerdas continuarem a contrariar nas urnas este conceito de democracia a dois. Uma maçada, isto das insignificâncias se tornarem significantes
8:48 Segunda-feira, 8 de Jun de 2009
Não sei se já repararam, mas Portugal tem, desde o último domingo, um problema de "ingovernabilidade".Ao contrário do que seria de supor, o problema de "governabilidade" não é decorrente da hecatombe eleitoral do PS nas "europeias". Ao que parece, nem sequer resulta das trapalhadas em que os socialistas se meteram ao longo deste tempo. Nem - já agora - da identidade que perderam, se é que alguma vez a tiveram.O problema da "ingovernabilidade" muito menos decorre da vitória do PSD nas eleições europeias. Nem da memória do seu registo recente de passagens pelo Governo.
Habituados a considerar "governabilidade" o dois-em-um em que os partidos "do arco do poder" vão gerindo a estafada vidinha pública em Portugal desde os primórdios da democracia, o habitual desfile de comentadores vê o risco de "ingovernabilidade", isso sim, na subida "preocupante" de uma denominada "esquerda radical".
Pela voz de alguns opinadores de serviço - a este respeito, as noites eleitorais são uma visita guiada à variedade da fauna - ficamos, pois, a saber que o facto do Bloco de Esquerda e a CDU terem ultrapassado os 20 por cento de votos é que é potencialmente perigoso para a democracia. A democracia, essa, é que continua a não fazer caso de sondagens e opinadores e lá vai aparentando, pelo menos nos votos expressos, uma aparente tendência para chatear.
Confesso que não sei como pode ser ingovernável algo que ainda não se conhece. Neste capítulo, muitos dos nossos comentadores não se distinguem de um conservador empedernido: preferem um mal que conhecem a um bem desconhecido. Na verdade, passam o tempo a desancar os governos que temos, os partidos que temos, os políticos que temos, os escândalos que temos e a democracia que não temos. Mas na hora em que paira no ar a possibilidade de um novo panorama político condicionar seriamente a paz podre do regime, multiplicam-se os alertas sobre os perigos da "ingovernabilidade".
Quer isto dizer que a "ingovernabilidade" só é capaz de ser uma coisa boa se tiver a aparência de governabilidade. E incluir os habituais protagonistas da chamada "alternância de poder". Governável ou não governável, o País dos nossos opinadores aguenta bem o bloco central de facto ou qualquer conveniência de regime. Pelos vistos, o que não suporta mesmo é ter de lidar com algo que possa estragar o arranjinho mais duradouro da nossa democracia.
Ou muito me engano ou já faltará pouco para ouvirmos falar do risco da estabilidade do regime se as esquerdas continuarem a contrariar nas urnas este conceito de democracia a dois. Uma maçada, isto das insignificâncias se tornarem significantes.
AVISO E SINAL

Aviso e sinal
O resultado das europeias representa um aviso e um sinal de mudança que poderá ou não confirmar-se nas legislativas
10:55 Terça-feira, 9 de Jun de 2009
O PS perdeu as europeias, superando as piores expectativas, e o PSD ganhou-as, superando as melhores. O PS perdeu - e para todos. Mas se todos, de alguma forma, ganharam, há dois partidos cujos resultados são particularmente relevantes e terão maiores consequências:
Primeiro, o PSD, por: a) ter sido, em absoluto, o vencedor, por uma margem acima quase do imaginável, mesmo à luz das sondagens e projecções, conquistando, pela primeira vez, nos últimos quatro anos, o "estatuto" de partido com hipótese de ser o mais votado, e por isso alternativa de Governo, nas legislativas de Setembro; b) tornar indiscutível e consolidar uma liderança periclitante e internamente contestada, sem prejuízo das naturais tréguas neste período eleitoral - sendo assim Manuela Ferreira Leite a principal vencedora deste sufrágio, até na escolha do cabeça de lista, Paulo Rangel, que foi uma aposta inteiramente ganha;
Segundo, o BE, por: a) ter sido o partido que mais cresceu, alcançando o melhor resultado de sempre - o único nestas condições -, mais do que duplicando a sua percentagem de votos em relação às anteriores europeias e passando a ter, pelo menos, dois eurodeputados em vez de um só (no momento em que escrevo ainda falta apurar um deputado); b) ser já a terceira maior força política, embora ombro a ombro com o PCP, capitalizando o óbvio descontentamento dos portugueses com os políticos e os partidos, de que procura ou aparenta ser, em certos aspectos, diferente, o que lhe continuará a dar dividendos.
Quanto ao PCP, que tem resistido a todas as agonias ou mortes anunciadas, ganhou por ter aumentado o número de votos e a percentagem em relação a 2004, mantendo dois deputados, apesar da diminuição global da representação portuguesa no Parlamento Europeu.
Já o CDS só ganhou na comparação entre o resultado que conseguiu e os valores mínimos que as sondagens lhe davam (não é possível comparar os resultados de agora com os de 2004, pois o ex-PP concorreu então coligado com o PSD), assim continuando a assegurar um certo lugar no tradicional xadrez da política à portuguesa; mas, ao mesmo tempo, passou a ser o quinto e último entre os partidos com representação parlamentar, sendo um pouco ridículo que Paulo Portas, uma vez mais, logo se tenha posto em bicos de pés e anunciado a apresentação de uma moção de censura ao Governo!
LEIA TUDO AQUI
14/06/2009
A L V I T O - 6ª FESTA DO BARÃO - 27 DE JUNHO

PROGRAMA
Falcoaria, malabarismo, actores, música, demonstração de combates, declaração poética às damas, rábulas e jogos de destreza com o público.
17h00 – Chegada do Barão, da Esposa, Filho e restante séquito (músicos, actores, recreadores e figurantes locais) – pequeno desfile;
- Na Praça da República fará um pequeno discurso de abertura
(tem início o acampamento, jogos infantis, pequeno mercado, música, malabarismo);
17h30 – Demonstração de Falcoaria;
18h00 – Passo de Armas – demonstração de combates;
18h30 – Visita às Tendas Vivas;
19h00 – Retiro do Barão e do seu Séquito;
20h30 – Recepção dos convivas do Banquete em Honra da Baronia de Alvito;
20h45 – O Barão dá início ao Banquete
(até por volta das 24h00); Animação Permanente
Inscrições para o banquete no Posto de Turismo até dia 20 de Junho
Telefone: 284 480 808
EMENTA
1ª Tenta
Beringelas recheadas com Ovos e Cheiros verdes
2ª Tenta
Lentilhas guisantes com Fumeiro de Carnes
3ª Tenta
Galináceos afogados em Mostarda e Mel, guarnecidos com Cerejas e Pêras embriagadas
4ª Tenta
Salada da Horta em base de Melão com Queijo fresco, seus Adubos e Mel
5ª Tenta
Lombo de Suíno com Gengibre acompanhado de Couves do Lameiro com Cominhos e de Castanhas com Erva-doce
6ª Tenta
Manjar de Maçã com Noz, Mel e Canela em Caixa de Massa
7ª Tenta
Melancia com ralado de Queijo de Cabra
(Tudo acompanhado de Vinhos da Baronia, Água (da Fonte dos Barões) e Groselha )
SAUDADES DO ALENTEJO

Sou filho da terra quente,
das searas, do montado …
Trago das canções dolentes,
o passo cadenciado.
Saudoso das leiras trigo,
vivendo em terra emprestada,
nas longas noites sem sono,
perdido neste abandono,
vou desfiando comigo,
contos perdidos na estrada …
Tenho na pele marcados
os traços de mil suões,
e os olhos tristes, magoados,
que eu herdei dos ganhões.
Guardo raízes profundas
dum campo velho, cansado,
onde mesmo em tempo agreste,
nascia uma flor silvestre,
naquelas terras fecundas,
de Alentejo ignorado.
Eu nasci p’ra lá do Tejo,
guardo da terra a lembrança …
Eu pertenço ao Alentejo,
que me conheceu criança!
Voltarei um destes dias,
com um bando de pardais …
hei-de voar pelos montes,
beber as águas das fontes,
cantar velhas melodias,
e embebedar-me em trigais.
Orlando Fernandes in Fronteiras do Sonho
13/06/2009
Paula Rego no top 200 dos artistas do século XX

Paula Rego é o único nome português constante de uma lista dos 200 artistas mais importantes do século XX até agora divulgada hoje na edição online do "The Times" e elaborada com base nos votos dos leitores do jornal.
A pintora, há muitos anos a viver na Inglaterra, figura em 142.º lugar na lista, que é liderada por Pablo Picasso, seguido de Paul Cézanne e de um artista muito diferente, Gustav Klimt.
Aos três artistas mais votados seguem-se o impressionista Claude Monet, o pai da arte conceptual, Marcel Duchamp, o grande rival de Picasso, Henri Matisse, o expressionista abstracto norte-americano Jackson Pollock, o pioneiro da "pop art", Andy Warhol, o também expressionista Willem de Koonig e o abstraccionista radical holandês Piet Mondrian, que ocupa o décimo lugar.
Georges Braque, o outro mestre do cubismo, ao lado de Picasso, aparece em décimo quarto lugar, atrás, por exemplo, de Francis Bacon (12) e Robert Rauschenberg (13), mas muito à frente de Juan Gris (64).
Por seu lado, a mexicana Frida Kahlo figura na décima nona posição, antes de Paul Klee (21), Alberto Giacometti (25), Salvador Dalí (26) e o escultor Auguste Rodin (27).
A lista contém inesperadas escolhas, tal como a de um artista alemão provocador, iconoclasta e pouco conhecido do grande público - Martin Kippenberger - que ocupa a vigésima posição, quando Joan Miró figura na septuagésima quarta.
Também à frente de Miró, tal como de Marc Chagall (71) e de Modigliani (58), estão os britânicos Tracey Emin (a artista da cama suja e desfeita) e Damien Hirst, o dos tubarões em formol, nos 52.º e 53.º lugares, respectivamente.
O jornal lançou o desafio aos leitores há 16 semanas e recebeu, para a elaboração da lista, um milhão e 400 mil votos.
(Revista País Positivo)
11/06/2009
PIRATARIA - FAZER UM DOWNLOAD É ROUBAR ?
Pirataria
Fazer um download é roubar?
João Pedro Pereira
Um filme todas as semanas e uma série de televisão por mês - Tiago, 27 anos, gestor comercial, diz ser esta a média de conteúdos pirateados que descarrega da Internet. Houve uma altura em que fazia mais downloads. "Uns cinco filmes por semana." Agora, já não tem tempo para tanto.
Tiago não tem problemas em ser considerado um "pequeno pirata". Só compra filmes e séries nos casos raros em que o preço é convidativo ou quando os extras do DVD compensam o gasto. Na maior parte das vezes, a escolha cai no manancial de conteúdo gratuito disponível online. A Tiago as questões legais e morais não pesam na consciência: "Sinceramente, estou-me a borrifar para as leis."
Não falta quem defenda que a Internet devia ser um espaço de mais liberdade: nestas eleições europeias, o Partido Pirata, da Suécia, conquistou sete por cento dos votos naquele país e conseguiu um lugar no Parlamento Europeu. A agenda política do partido consiste apenas em tentar alterar as leis relativas aos direitos de autor, promover uma menor vigilância da Internet e abolir o sistema de patentes (a Suécia é também o país de origem dos criadores do Pirate Bay, o mais conhecido site do mundo para partilha de ficheiros online).
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EPITÁFIO PARA LUÍS DE CAMÕES
--Epitáfio para Luís de Camões
por José Saramago
Que sabemos de ti, se versos só deixaste, Que lembrança ficou no mundo que tiveste?Do nascer ao morrer ganhaste os dias todos,Ou perderam-te a vida os versos que fizeste?
Estas quatro perguntas foram retiradas do livro "Os Poemas Possíveis", publicado em 1966. Até hoje, mais de quarenta anos passados, ainda não lhes encontrei resposta. Talvez nem a tenham. Escrevo isto em 10 de junho, aniversário da morte do autor de Os Lusiadas, livro fundamental da literatura portuguesa. Camões morreu pobre e esquecido, embora hoje os escritores em língua portuguesa vivam como uma honra única receber o Prémio que leva o seu nome.
10/06/2009
BE EXIGE SUSPENSÃO DO REGULAMENTO...
BE exige suspensão do regulamento de afixação de propaganda da autarquia do Porto
10.06.2009 - 17h20 Lusa
O Bloco de Esquerda exigiu hoje a "suspensão imediata" do regulamento da Câmara do Porto que proíbe a afixação de propaganda "em grande parte da cidade", depois de um parecer do provedor de Justiça ter considerado que "pelo menos uma norma [do regulamento é] inconstitucional".
"O parecer do provedor é de tal forma contundente e clarividente que não deixa margem para dúvidas de que a Câmara do Porto está em situação de ilegalidade", afirmou o dirigente nacional do Bloco de Esquerda (BE) e candidato à autarquia portuense, João Teixeira Lopes.
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HOMENAGEM A SALGUEIRO MAIA É "ENVERGONHADA"

10 de Junho
Homenagem de Cavaco a Salgueiro Maia é "envergonhada"
por Lusa Hoje
O investigador António Sousa Duarte criticou hoje o presidente da República por ter homenageado Salgueiro Maia, vinte anos depois de, enquanto primeiro-ministro, lhe ter recusado uma pensão, considerando que a homenagem de hoje é "envergonhada, tímida e sem chama".
Para António Sousa Duarte - autor de uma biografia sobre aquele capitão de Abril, intitulada "Salgueiro Maia - Um homem da Liberdade" -, a homenagem de hoje de Cavaco Silva ao capitão de Abril é "justa", mas "tímida, envergonhada, discreta e muito fugaz", sendo ainda "um erro em cima de outro erro", ou seja, "um duplo erro".
Em declarações à agência Lusa, António Sousa Duarte considera que, embora não se pedisse hoje ao Presidente da República que fizesse um "pedido de desculpa" em relação ao que fez há 20 anos - quando, enquanto primeiro-ministro, recusou a atribuição de uma pensão àquele capitão de Abril - ter-lhe-ia "bastado, com humildade, dizer que, em circunstâncias análogas, não faria o que fez há 20 anos".
Para o investigador, a homenagem de hoje do Presidente da República a Salgueiro Maia é a "assumpção" e o "reconhecimento" de "um erro".
O autor da biografia de Salgueiro Maia afirmou que "de homenagens póstumas está Salgueiro Maia farto".
Sousa Duarte disse também que a homenagem de hoje do Presidente da República foi "tenuamente anestesiada", o que "prova" que "continua tudo como dantes".
Em 1988, o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusou atribuir a Salgueiro Maia uma pensão que tinha sido pedida pelo capitão de Abril pelos "serviços excepcionais e relevantes prestados ao país" devido à sua participação no 25 de Abril, para a qual nunca obteve resposta, segundo declarações da viúva de Salgueiro Maia.
Aliás, a opinião de António Sousa Duarte contrasta com a da viúva do capitão de Abril, Natércia Salgueiro Maia que, em declarações ao jornal Público relativizou a controvérsia da não atribuição de pensão ao marido.
Natércia Salgueiro afirmou ao jornal Público que não seria "altura para entrar em polémicas".
A recusa ou a falta de resposta ao pedido de Salgueiro Maia só vieram a público três anos depois quando Cavaco Silva concordou com a atribuição de pensões a dois ex-inspectores da PIDE, um dos quais estivera envolvido nos disparos sobre a multidão concentrada à porta da sede daquela polícia política.
Só em 1995, já com António Guterres como primeiro-ministro, Salgueiro Maia viria a receber uma "pensão de sangue".
ALVITO E BERNARDO NUNES
---Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção-- Foto e texto de Bernardo Nunes - O interior é composto por três naves, a central mais larga e alta, de 5 tramos, divididas por arcos de volta perfeita sobre robustos pilares octogonais de cantaria de mármore, bases também octogonais, fustes apresentando a meia altura anéis de decoração de folhagens, troncos e fitas e capiéis idênticos. Os braços do transepto abrem para a nave por arcos quebrados e para as naves laterais por arcos redondos.
Capela-mor coberta por abóbada de berço redondo de caixotões pintados e alçados revestidos a azulejos enxaquetados, monocromáticos, azul e branco; retábulo-mor em talha dourada, de estilo nacional, de 3 eixos, com tribuna larga contendo trono; nos eixos laterais, divididos por colunas espiraladas, decoradas com acantos, que se prolongam no ático em arquivoltas, unidas no sentido do raio, pequenos nichos; a capela-mor comunica, do lado do Evangelho, com a antiga Casa do Despacho e, do lado da Epístola, com a sacristia.
Mais uma vez tenho o prazer de apresentar BERNARDO NUNES na sua nova galeria sobre Alvito se bem que o seu trabalho fotográfico se estenda por todo o País e Estrangeiro.
Na verdade este último álbum é enriquecido pelos textos que acompanham as fotos.
Diz BERNARDO NUNES na apresentação deste trabalho:
"Dedico este álbum às gentes do concelho de Alvito.
Os testemunhos mais antigos que se conhecem da presença humana no concelho remontam ao neolítico, existindo vários vestígios que nos asseguram a presença do Homem durante a idade do cobre, a idade do bronze e a idade do ferro. A ocupação intensa levada a cabo pelos romanos fez-se sentir logo no início do século I, subsistindo ainda vários testemunhos desta presença, de que são exemplos as villae de S. Romão, de S. Francisco e Malk Abraão. Também visigodos e muçulmanos ocuparam estas antigas villae, dando continuidade à ocupação romana. Conquistada em 1234, em 1251 a povoação é doada a D. Estêvão Anes, chanceler-mor do reino, por D. Afonso III e pelos Pestanas de Évora. A partir desta data procede-se ao seu repovoamento, passando Alvito a ser uma povoação com dimensões consideráveis para a época. (Informação da Câmara Municipal de Alvito)"
Dada a importância desta obra na divulgação da nossa terra convido os Alvitenses e todos os meus leitores a visitar a referida galeria e a deixar os seus comentários.
Foto de Bernardo Nunes
ACENTUA-SE A DECADÊNCIA DO PS...

Os mesmos à mesa
por Baptista-Bastos
Acentua-se a decadência do PS, esse projecto sem projecto, esse 'socialismo' desacreditado e desacreditante
Os resultados estão muito aquém das nossas expectativas. São decepcionantes", disse Sócrates, rosto compacto e voz pesada. Já suspeitava de que o primeiro-ministro tem vivido num universo plano, no qual é inexistente a espessura das coisas e a evidência dos factos. A prova forneceu-a ele próprio, com a taciturna confissão. Que esperava da sua rude teimosia, da sua obtusa empáfia, ele, mais propenso às volúpias do mando do que às obediências da ideologia?
Sócrates perdeu para quem? A admitir, como júbilo, a selvagem alegria de Paulo Rangel, e como declaração de impostos a fúnebre catadura de Vital, Sócrates perdeu para toda a gente. Mas o PSD vence quem? O PS e o Governo? Se a verdade enriquece mais do que a reticência, o Bloco Central sai incólume deste imbróglio. O Bloco Central é uma instância de poder, desprovida de convicções, e, sobretudo, destinada a distribuir empregos. O PS não é "socialista" (creio que nunca o foi) e o PSD foge espavorido da "social-democracia".
É verdade que o Bloco subiu, o PCP aumentou o número de votantes, e o CDS sacudiu a letargia com a qual desejavam amortalhá-lo. Mas as coisas estão rigorosamente na mesma: elementares e antigas. A mesa está posta para os mesmos. E não é preciso restaurar a frase de Lampedusa; basta reler, por exemplo, o "Portugal Contemporâneo", do Oliveira Martins, para se entender quem manda e sempre aqui mandou.
Paulo Rangel saiu-se menos-mal de uma contenda de mediocridades. No PSD é olhado de viés. O baronato acha-o levemente patusco e um pouco ridículo. Pelejou sozinho, ou quase, contra desdéns e omissões. Ao contrário do que afirma o cada vez mais enfatuado e fatigante Pacheco Pereira, o candidato do PSD não seguiu a "estratégia" da dr.ª Manuela, pela simples razão de que essa "estratégia" não existe. A vitória nestas eleições cabe, por inteiro, a Paulo Rangel, o qual atribuiu a si próprio a defesa de um castelo cercado, cujos paladinos haviam debandado. Que fazer com esta vitória? Os senhores do PSD começaram, já, a assenhorear-se de uma glória que lhes não pertence; Rangel vai para Bruxelas mas, antes, será crestado em fogo brando; e, com maior ou menor fortuna, passada a increpação nervosa do momento, a dr.ª Manuela continuará alvo de conspirações e objecto de pequenas deslealdades. É o PSD, tal o caracterizou Sá Carneiro.
Em todo o caso, acentua-se a decadência do PS, esse projecto sem projecto, esse "socialismo" desacreditado e desacreditante. Mas poderá José Sócrates inverter a tendência para o abismo? Fará pequenos remendos como um remorso sobressaltado. Apenas isso. Nada de substancial que sacuda a leve rotina das coisas.
O BLOCO PARTIDO E O PARTIDO BLOCO

Um ponto é tudo
O Bloco partido e o Partido bloco
por Ferreira Fernandes
A ultrapassagem do PCP pelo Bloco de Esquerda baralha as contas nacionais. A contradição que há nos nomes dos dois partidos explica a importância do novo dado. O PCP - "o Partido", como se diz dentro de casa - é um bloco. O BE - "o Bloco", como dizem os seus - está, de essência, partido. O Bloco é partido e o Partido é um bloco. Um é inamovível: confirme-se com o Avante (4/6/2009) que se insurge por a RTP lembrar Tiananmen. Dele, do PCP, pode falar-se de uma rocha - e isso está longe de ser um elogio político. Já o BE tem dias. Há nele revolucionários (vindos do PSR e da UDP) que deram o salto para o "Estado burguês" sem nunca o verbalizarem - o que torna frágil e provisória qualquer mudança. Desses, a ver vai-se. Mas há também assumidos sociais-democratas de esquerda e, para eles, sopram os ares do tempo: o PS vai ver neles o que o PSD vê no CDS. Muleta que merece oferendas. Não vai ser namoro público, mas seguir 24 horas por dia Miguel Portas, era capaz de dar boas manchetes políticas. O Partido, que é um bloco, contenta-se com os seus nichos de mercado (fornecerá Mários Nogueiras para professores, juízes, polícias…) E o Bloco, que está partido, une-se quando cheirar a Governo?
NUNCA SE DEVE DAR PODER A UM TIPO PORREIRO

Público, quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Nunca se deve dar poder a um tipo porreiro
O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país
No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. Alguém que não percebe que a defesa da sua honra não pode ser feita à custa do desprestígio das instituições do Estado e do próprio partido que lidera. O PS é neste momento um partido cujas melhores cabeças tentam explicar ao povo português por palavras politicamente correctas e polidas o que Avelino Ferreira Torres assume com boçalidade: quem não é condenado está inocente e quem acusa conspira. Nesta forma de estar não há diferença entre responsabilidade política e responsabilidade criminal. Logo, se os processos forem arquivados, o assunto é dado por encerrado. Isto é o porreirismo em todo o seu esplendor.
Acontece, porém, que o porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país. Fomos porreiros e fizemos de conta que a sua licenciatura era tipo porreira, exames por fax, notas ao domingo. Enfim, tudo "profes" porreiros. A seguir, fomos ainda mais porreiros e rimos por existir gente com tão mau gosto para querer umas casas daquelas como se o que estivesse em causa fosse o padrão dos azulejos e não o funcionamento daquele esquema de licenciamento. E depois fomos porreiríssimos quando pensámos que só um gajo nada porreiro é que estranha as movimentações profissionais de todos aqueles gajos porreiros que trataram do licenciamento do aterro sanitário da Cova da Beira e do Freeport. E como ficámos com cara de genuínos porreiros quando percebemos que o procurador Lopes da Mota representava Portugal no Eurojust, uma agência europeia de cooperação judicial? É preciso um procurador ter uma sorte porreira para acabar em tal instância após ter sido investigado pela PGR por ter fornecido informações a Fátima Felgueiras.
Pouco a pouco, o porreirismo tornou-se a nossa ideologia. Só quem não é porreiro é que não vê que os tempos agora são assim: o primeiro-ministro faz pantomina a vender computadores numa cimeira ibero-americana? Porreiro. Teve graça não teve? Vendeu ou não vendeu? Mais graça do que isso e mais porreiro ainda foi o processo de escolha da empresa que faz o computador Magalhães. É tão porreiro que ninguém o percebeu mas a vantagem do porreirismo é que é um estado de espírito: és cá dos nossos, logo, és porreiro.
E foi assim que, de porreirismo em porreirismo, caímos neste atoleiro cheio de gajos porreiros. O primeiro-ministro faz comunicações ao país para dizer que é vítima de uma campanha negra não se percebe se organizada pelo ministério público, pela polícia inglesa e pela comunicação social cujos directores e patrões não são porreiros. Os investigadores do ministério público dizem-se pressionados. O procurador-geral da República, as procuradoras Cândida Almeida e Maria José Morgado falam com displicência como se só por falta de discernimento alguém pudesse pensar que a investigação não está no melhor dos mundos...
Toda esta gentinha é paga com o nosso dinheiro. Não lhes pedimos que façam muito. Nem sequer lhes pedimos que façam bem. Mas acho que temos o direito de lhes exigir que se portem com o mínimo de dignidade. Um titular de cargos políticos ou públicos pode ter cometido actos menos transparentes. Pode ser incompetente. Pode até ser ignorante e parcial. De tudo isto já tivemos. Aquilo para que não estávamos preparados era para esta espécie de falta de escala. Como se esta gentinha não conseguisse perceber que o país é muito mais importante que o seu egozinho. Infelizmente para nós, os gajos porreiros nunca despegam.
Jornalista : Helena Matos do Público
05/06/2009
03/06/2009
PROJECTO ALVITO

Inauguração de Exposição
Projecto Alvito - 6 de Junho 16h00-22h00
O Atelier de Lisboa convida para a inauguração da exposição Projecto Alvito com trabalhos de alunos do Curso de Projecto que terá lugar no dia 6 de Junho às 16h00 nos Ateliers do Matadouro (antigo Matadouro Municipal), Rua da Tapadinha D. António, nº2, Alvito.
Curadoria: Ana Janeiro e Bruno Pelletier Sequeira
Trabalhos: Catarina Loura, Cláudia Neta, José Júpiter, Luís Meirinhos-Soares, Maria Rita Pais, Marta Castelo, Ricardo Spencer, Rita Cipriano Alves
Organização: Câmara Municipal de Alvito, Estudos Gerais de Alvito e Atelier de Lisboa
7 de Junho a 5 de Julho, Quinta a Domingo das 14h-21h
25/05/2009
15/05/2009
HÁ SEMPRE BONS MOTIVOS PARA VISITAR ALVITO!
De 15 de Maio a 14 de Junho, a Sala de Exposições do Posto de Turismo apresenta "Ideias da Lita". Trata-se de um conjunto de peças de acessórios femininos, de elaboração manual, com muita cor e imaginação, da autoria de Carla Parreira.

Trabalhos de várias modalidades, pintura, desenho e escultura, vão estar disponíveis ao público no Centro Cultural de Alvito, de 16 de Maio a 28 de Junho. A exposição é da autoria de Cláudia Guerreiro.
14/05/2009
“Herdade das Barras” com Ouro no International Wine Challenge

“Herdade das Barras” com Ouro no International Wine Challenge
O vinho tinto “Herdade das Barras”, de 2005, produzido pela Sociedade Agro-pecuária do Oeste Alentejano, conquista novo importante prémio internacional: Medalha de Ouro no International Wine Challenge (IWC).
Consolidando o sucesso do seu antecessor, o vinho tinto “Herdade das Barras” acaba de conquistar uma nova Medalha de Ouro, com a nova produção de 2005, desta vez no importante e prestigiado concurso International Wine Challenge (IWC). Realizado no passado mês de Abril, aquele que é considerado um dos mais prestigiado e influente concurso independente de vinho mundial, contou este ano com a presença de um número record de 41 países, tendo sido atribuídas um total de 304 medalhas de ouro, 36 das quais a vinhos portugueses, o 3º país com mais prémios nesta categoria máxima, o que realça ainda mais a importância da distinção agora conseguida.
O vinho tinto “Herdade das Barras” tinha já alcançado há poucos dias, pelo 2º ano consecutivo, uma Medalha de Ouro no Concurso Mundial de Bruxelas, consolidando o reconhecimento internacional da qualidade dos vinhos que produz.
Também recentemente, o vinho tinto “Herdade das Barras” de 2005 foi incluído no restrito lote do guia dos 278 Melhores Vinhos para 2009, obtido em prova cega e elaborado pelo reputado crítico Aníbal Coutinho.
A Sociedade Agro-pecuária do Oeste Alentejano, produtora dos vinhos “Herdade das Barras” e “Serros da Mina”, possui Adega própria e promove actividades de Enoturismo na sua propriedade Herdade da Barras em Vila Nova da Baronia, Alvito, na sub-região vitivinícola da Vidigueira, possibilitando a simples prova dos vinhos no berço da sua produção, a recepção de grupos, bem como usufruir de visitas guiadas à adega e à vinha, onde tudo começa.
Informação do prémio em: HERDADE DAS BARRAS
15/04/2009
ALVITO - ESPECIAL ROTA DO FRESCO
CLIQUE NA IMAGEM PARA MELHOR VER


ESPECIAL ROTA DO FRESCO
“DIA DO PATRIMÓNIO”
PROGRAMA
DOMINGO, 19 DE ABRIL DE 2009
(das 10:00 às 13:00)
Visita à Igreja Matriz de Alvito e ao fresco renascentista
Itinerário do Manuelino na Vila de Alvito com passagens pelos portais, janelas e edifícios medievais
Visita à Ermida de S. Sebastião e aos frescos seiscentistas de José de Escobar
Descida às Antigas Pedreiras Medievais do Rossio
(a pedido, almoço de gastronomia regional)
CONDIÇÔES
Acompanhamento na totalidade do percurso pela Historiadora da Arte Catarina Valença Gonçalves
PVP: 30,00 € por pessoa, para um mínimo de 10 inscritos
(inclui guia, entradas nos locais a visitar, seguro de acidentes pessoais, IVA Dec. Lei 221/85)
Crianças até aos 4 anos inclusive: gratuito
Crianças dos 5 aos 12 anos: 50% do PVP
(*) Catarina Valença Gonçalves é Doutorada em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa; tem um Diplôme des Hautes Études (3º ciclo) em Turismo pelo Institut de Recherche en Études Supérieures Touristiques da Universidade de Paris 1 – Panthéon Sorbonne; e é ainda Mestre em Arte, Património e Restauro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É membro do Conselho Consultivo do
ICOMOS Portugal. Criou o projecto de revitalização patrimonial “Rota do Fresco” presentemente gerido pela área de negócio de Animação Turística da empresa de consultoria Spira – revitalização patrimonial Lda,., da qual é Directora-Geral. Nesta área da gestão patrimonial, tem apresentado diversos estudos sob
a forma de artigos e comunicações nacionais e internacionais, e coordenado parcerias institucionais.
Paralelamente, desenvolve uma carreira de investigação científica em História da Arte com a publicação de diversos trabalhos (livros, artigos e comunicações). É Investigadora do Instituto de Estudos Medievais e do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa.
Possibilidade de alojamento e refeições a preços especiais. Possibilidade de Programas à medida, com alargamento do tempo de estada e diversificação das actividades.
Recomendamos que visitem o nosso site para terem conhecimento da totalidade dos
nossos produtos www.rotadofresco.com
Rua 5 de Outubro, 20, 7920 – 368 Vila Nova da Baronia
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Alvito - Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
Alvito
Comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
O Município de Alvito associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, dia 17 de Abril, sob o tema “Património e Ciência”.
Em Alvito será realizada uma visita guiada às Grutas do Rossio, orientada pelo Dr. Jorge Feio especialmente dirigida às crianças do 1º e 2º ciclos, com o objectivo de dar a conhecer este valioso património do concelhio.
Património e Ciência” é o tema para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios de 2009 e tem como objectivo proporcionar uma oportunidade de reflexão e de reconhecimento do papel da ciência no património cultural incentivando a discussão sobre os potenciais benefícios da ciência no futuro para a salvaguarda e a conservação do património. Valorizar o contributo da ciência (e da tecnologia) na conservação, no estudo e, até, na compreensão do património, revelando a pluridisciplinaridade e a diversidade de áreas científicas actualmente envolvidas nos trabalhos de preservação do património e os rápidos avanços científicos e tecnológicos das últimas décadas, são a tónica deste Dia.
13/04/2009
ANDANÇAS PARA A LIBERDADE de CAMILO MORTÁGUA
Andanças para a Liberdade, de Camilo Mortágua
A Câmara Municipal de Alvito e o autor Camilo Mortágua, têm o prazer de a/o convidar para o convívio de apresentação do livro Andanças para a Liberdade, vol 1934-1961, que terá lugar no dia 18 de Abril, pelas 18h, na Biblioteca Municipal de Alvito.
O livro será apresentado pela economista Sara Rocha e pelo Professor José Rabaça Gaspar seguindo-se um momento musical pelo Grupo “A Capela”.
CAMILO MORTÁGUA
Entre os inimigos de Salazar que lutaram de armas na mão contra o Estado Novo destacam-se dois homens: Camilo Mortágua e Hermínio da Palma Inácio- os últimos revolucionários românticos. A eles se devem os golpes mais espectaculares que abalaram a ditadura. Mas a história da acção directa contra o regime há-de reservar a Camilo Mortágua um capítulo muito especial: participou na Operação Dulcineia, em Janeiro de 1961, comandada pelo capitão Henrique Galvão e inspirada pelo general Humberto Delgado- o desvio do paquete português «Santa Maria», que seria o primeiro acto de pirataria dos tempos modernos. Mais tarde, com Palma Inácio e outros companheiros, fundaria a LUAR.
Nos últimos anos tem trabalhado na concepção e implementação de programas e projectos de desenvolvimento local, assim como na mobilização de pessoas e grupos socialmente desprotegidos e na animação e organização de comunidades em risco de exclusão.
Presidente da DELOS Constellation, Association Internacional pour le Developpement Local Soutenable (1994-2002). Presidente da APURE, Associação para as Universidades Rurais Europeias.
Grande Oficial da Ordem da Liberdade da República Portuguesa.
Vila Nova da Baronia
Vila Nova da Baronia
Festas em Honra de Sant´Águeda e S. Neutel
Nos próximos dias 17, 18 e 19 de Abril realizam-se em Vila Nova da Baronia as tradicionais festas em honra de Sant´Águeda e S. Neutel.
Sant´Águeda e S. Neutel encontram-se numa Ermida, de estilo gótico-medéjar, a cerca de 3km´s de Vila Nova da Baronia, e anualmente as suas gentes realizam uma romaria em honra destes dois Santos Mártires. Nesta altura muitos vilanovenses que estão fora regressam à terra para participarem na festa e reverem a família e amigos.
Programa
Dia 17 Abril- sexta-feira
22h30- Espectáculo de Música ao vivo com “BERG” -corista do Rui Veloso
00h00- Discoteca com “DJ Fernando” da “Orbital Mix” e “Coyote” com 5 Animadoras
Dia 18 Abril- sábado
08h30- Alvorado
22h00- Baile com “BANSA SUL”
00h00- Espectáculo com a artista “NIKITA”
01h00- Continuação do Baile
Dia 19 Abril- domingo
08h00- Alvorado
13h30- Tarde em Sant´ Águeda com os seguintes espectáculos:
Concerto pela Banda Filarmónica dos Bombeiros Voluntários de Alvito
Grupo de dança “Cajufanessa” de Portel
Grupo de Concertinas à desgarrada de Castelo Branco
Grupo Coral e Instrumental “Campos do Alentejo”
18h00- Eucaristia seguida de Procissão
01/04/2009
ALVITO - NOTÍCIAS
Semana Gastronómica do Borrego – 6 a 12 de Abril
A Turismo do Alentejo ERT organiza de 6 a 12 de Abril, durante a Páscoa, a primeira Semana Gastronómica do Borrego em todo o Alentejo. De Almodôvar a Nisa, de Barrancos a Sines os visitantes e turistas são convidados a provar os deliciosos sabores do borrego alentejano nesta Páscoa.
Os participantes na Semana Gastronómica do Borrego podem ainda habilitar-se a um fim-de-semana para duas pessoas no Alentejo.
As três melhores frases sobre a Semana do Borrego ganham um fim-de-semana para duas pessoas nos concelhos de Alandroal e Alter-do-Chão, com estadias oferecidas pelo Hotel Rural Nave Terra (www.hotelnaveterra.com), Hotel Convento d’Alter (www.conventodalter.com.pt) e Turismo Rural Casa Arlindo Correia (www.pateoreal.com).
Condições de participação:
pedido de um prato do evento num dos restaurantes participantes;
Preenchimento completo do postal de inscrição entregue pelo restaurante a quem efectuar o pedido;
Entrega do postal ao restaurante ou envio para a Turismo do Alentejo até ao dia 4 de Maio (carimbo dos CTT)
A divulgação do vencedor acontecerá no dia 13 de Maio
No concelho de Alvito os Restaurantes aderentes são:
Alvito
O Feio
Lg. Gen. Humberto Delgado, 44
Tel. 284 485 123
Pratos apresentados: Ensopado de borrego à pastora; Borrego com ervilhas
O Buraco da Zorra
Lg. do Relógio
Tel. 284 485 218
Pratos apresentados: Ensopado de borrego à pastora; Perna de borrego
assada; Borrego guisado com ervilhas
Vila Nova da Baronia
O Casão
Rua Joaquim Henrique da Silva, 4
Vila Nova da Baronia
Tel. 284 475 443
Pratos apresentados: Perna de borrego assada no forno; Ensopado de
borrego; Costeletas de borrego com pimentos
O Avenida
Av. 1º de Maio
Vila Nova da Baronia
Tel. 284 475 272
Pratos apresentados: Guisado de borrego com ervilhas; Borrego assado no
forno
O Camões
Rua 5 de Outubro, 13
Vila Nova da Baronia
Tel. 284 475 209
Pratos apresentados: Guisado de borrego; Borrego assado no forno com
alecrim
Bica Nova
Rua Pinto de Melo, 3
Vila Nova da Baronia
Tel. 932 207 023
Pratos apresentados: Borrego à pastora; Costeletas de borrego panadas com
migas de espargos
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Alvito
Aprovado Projecto de Arquitectura da Creche
Foi aprovado na última reunião de Câmara o projecto de arquitectura da creche do concelho de Alvito, depois da aprovação da respectiva candidatura ao programa PARES, promovida pela Casa do Povo de Vila Nova da Baronia.
Esta importante infra-estrutura irá ser construída em Vila Nova da Baronia num terreno doado para o efeito e permitirá dar resposta a uma necessidade há muito sentida no Concelho de Alvito.
Com uma capacidade para cerca de 30 crianças, este equipamento será financiado no âmbito do programa PARES, para além da participação privada que contará com verbas da Câmara Municipal.
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Alvito
Atribuição de Bolsas de Estudo
A Câmara Municipal deliberou favoravelmente sobre a atribuição de bolsas de estudo a 31 estudantes do Concelho que frequentam o ensino superior.
As bolsas oscilam entre os 270 euros e os 90 euros por mês, consoante a pontuação obtida por cada estudante, de acordo com o regulamento em vigor.
Numa conjuntura sócio-económica particularmente difícil para muitas famílias, este apoio aos agregados com menores recursos revela-se muito importante e é um contributo decisivo para que muitos alunos do município possam continuar os seus estudos no ensino superior.
22/03/2009
21/03/2009
Bernardo's Photoblog
Aconselho os amigos que me visitam a passar por este site de BERNARDO NUNES, Bernardo's Photoblog onde vão encontrar uma excelente reportagem fotográfica legendada sobre ALVITO.
20/03/2009
C A F A P
ALVITO
CÂMARA APROVA PROTOCOLO PARA INTERVENÇÃO DE ÂMBITO SOCIAL
A Câmara de Alvito aprovou o financiamento do Município ao CAFAP- Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental.
A Associação Terras Dentro será a entidade Coordenadora do CAFAP de Alvito e de Cuba.
O trabalho em prol das populações em risco de exclusão que foi pela Associação nestes territórios, a experiência positiva dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família no âmbito do Projecto CAL III e a preocupação no sentido de melhorar as condições das populações, são algumas das razões que estão na origem desta deliberação.
O Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental é uma resposta social vocacionada para o estudo, prevenção e apoio sócio-terapêutico a crianças e jovens em situação de risco social ou de perigo e suas famílias. A sua intervenção centra-se numa abordagem integrada dos recursos da comunidade desenvolvida em equipa, com o intuíto de promover a integração social, o acompanhamento e a melhoria das condições de vida das famílias.
CÂMARA APROVA PROTOCOLO PARA INTERVENÇÃO DE ÂMBITO SOCIAL
A Câmara de Alvito aprovou o financiamento do Município ao CAFAP- Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental.
A Associação Terras Dentro será a entidade Coordenadora do CAFAP de Alvito e de Cuba.
O trabalho em prol das populações em risco de exclusão que foi pela Associação nestes territórios, a experiência positiva dos Gabinetes de Apoio ao Aluno e à Família no âmbito do Projecto CAL III e a preocupação no sentido de melhorar as condições das populações, são algumas das razões que estão na origem desta deliberação.
O Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental é uma resposta social vocacionada para o estudo, prevenção e apoio sócio-terapêutico a crianças e jovens em situação de risco social ou de perigo e suas famílias. A sua intervenção centra-se numa abordagem integrada dos recursos da comunidade desenvolvida em equipa, com o intuíto de promover a integração social, o acompanhamento e a melhoria das condições de vida das famílias.
PROTOCOLO COM A FENACHE
ALVITO
CÂMARA DELIBERA CEDÊNCIA DE TERRENO PARA HABITAÇÃO A CUSTOS CONTROLADOS
No âmbito do protocolo firmado com a FENACHE, a Câmara de Alvito deliberou ceder o terreno “Casão dos Cestos” à Cooperativa de Habitação CHC, para a construção de habitação a custos controlados. No espaço disponível prevê-se a construção de 4 habitações T2, privilegiando-se a venda aos residentes no Concelho de Alvito há mais de dois anos e aos agregados familiares de menores recursos económicos. De imediato irá ser elaborado o protocolo entre as duas instituições com vista à definição das condições específicas do acordo.
CÂMARA DELIBERA CEDÊNCIA DE TERRENO PARA HABITAÇÃO A CUSTOS CONTROLADOS
No âmbito do protocolo firmado com a FENACHE, a Câmara de Alvito deliberou ceder o terreno “Casão dos Cestos” à Cooperativa de Habitação CHC, para a construção de habitação a custos controlados. No espaço disponível prevê-se a construção de 4 habitações T2, privilegiando-se a venda aos residentes no Concelho de Alvito há mais de dois anos e aos agregados familiares de menores recursos económicos. De imediato irá ser elaborado o protocolo entre as duas instituições com vista à definição das condições específicas do acordo.
Alvito - População e Monumentos
POPULAÇÃO DO CONCELHO DE ALVITO ( 1801 2004)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
1079 4569 3065 4556 4850 2968 2650 2688 2708
CONCELHO DE ALVITO - MONUMENTOS
DESIGNAÇÃO -IGREJA DE N.Srª ASSUNÇÃO ou IGREJA MATRIZ
CATEGORIA -Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA- Alvito
GRAU - MN
ANO - 1939
DESIGNAÇÃO - CASTELO DE ALVITO
CATEGORIA - Arquitectura Militar
TIPOLOGIA - Castelo
FREGUESIA - Alvito
GRAU - MN
ANO - 1910
DESIGNAÇÃO - IGREJA MATRIZ DE VILA NOVA DA BARONIA ou IGREJA DE N.Srª ASSUNÇÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1982
DESIGNAÇÃO - ERMIDA DE S. AGATA ou ERMIDA DE S. AGUEDA ou ERMIDA DE S. NEUTEL
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Ermida
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - V C
ANO -
DESIGNAÇÃO CONVENTO DE S. FRANCISCO ou CONVENTO DE N. Srª dos MÁRTIRES
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Convento
FREGUESIA - Alvito
GRAU - V C
ANO
DESIGNAÇÃO - IGREJA DE SANTO ANTÓNIO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - V C - I I P
ANO
DESIGNAÇÃO - IGREJA DA MISERICÓRDIA DE VILANOVA DA BARONIA
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - V C
ANO
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE ALVITO
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE VILA NOVA DA BARONIA
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE N. Srª da CONCEIÇÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA . Capela
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1997
DESIGNAÇÃO - IGREJA DA MISERICÓRDIA E CAPELA DE N. Srª das CANDEIAS
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1962
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE SÃO BARTOLOMEU
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1997
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE ÁGUA DE PEIXES
CATEGORIA - Arquitectura civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE SANTA LUZIA ou HERDADE DE LUZIA E CÁGADO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1963
DESIGNAÇÃO - CASA DE ANTÓNIO PEDRO DE GOIS OU PORTAL NA R: CONS. MACHADO
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Casa
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1962
DESIGNAÇÃO - ERMIDA DE SÃO SEBASTIÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Ermida
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1961
DESIGNAÇÃO - SOLAR DE ÁGUA DE PEIXES
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Solar
FREGUESIA - Alvito
GRAU - M N
ANO - 2002
LEGENDA : IIM - Imóvel de Interesse Municipal;
IIP : Imóvel de Interesse Público;
MN : Monumento Nacional;
VC : Em vias de classificação
PM : Património Mundial
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004
1079 4569 3065 4556 4850 2968 2650 2688 2708
CONCELHO DE ALVITO - MONUMENTOS
DESIGNAÇÃO -IGREJA DE N.Srª ASSUNÇÃO ou IGREJA MATRIZ
CATEGORIA -Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA- Alvito
GRAU - MN
ANO - 1939
DESIGNAÇÃO - CASTELO DE ALVITO
CATEGORIA - Arquitectura Militar
TIPOLOGIA - Castelo
FREGUESIA - Alvito
GRAU - MN
ANO - 1910
DESIGNAÇÃO - IGREJA MATRIZ DE VILA NOVA DA BARONIA ou IGREJA DE N.Srª ASSUNÇÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1982
DESIGNAÇÃO - ERMIDA DE S. AGATA ou ERMIDA DE S. AGUEDA ou ERMIDA DE S. NEUTEL
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Ermida
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - V C
ANO -
DESIGNAÇÃO CONVENTO DE S. FRANCISCO ou CONVENTO DE N. Srª dos MÁRTIRES
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Convento
FREGUESIA - Alvito
GRAU - V C
ANO
DESIGNAÇÃO - IGREJA DE SANTO ANTÓNIO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - V C - I I P
ANO
DESIGNAÇÃO - IGREJA DA MISERICÓRDIA DE VILANOVA DA BARONIA
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - V C
ANO
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE ALVITO
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE VILA NOVA DA BARONIA
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE N. Srª da CONCEIÇÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA . Capela
FREGUESIA - Vila Nova da Baronia
GRAU - I I P
ANO - 1997
DESIGNAÇÃO - IGREJA DA MISERICÓRDIA E CAPELA DE N. Srª das CANDEIAS
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Igreja
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1962
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE SÃO BARTOLOMEU
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1997
DESIGNAÇÃO - PELOURINHO DE ÁGUA DE PEIXES
CATEGORIA - Arquitectura civil
TIPOLOGIA - Pelourinho
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1933
DESIGNAÇÃO - CAPELA DE SANTA LUZIA ou HERDADE DE LUZIA E CÁGADO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Capela
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1963
DESIGNAÇÃO - CASA DE ANTÓNIO PEDRO DE GOIS OU PORTAL NA R: CONS. MACHADO
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Casa
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1962
DESIGNAÇÃO - ERMIDA DE SÃO SEBASTIÃO
CATEGORIA - Arquitectura Religiosa
TIPOLOGIA - Ermida
FREGUESIA - Alvito
GRAU - I I P
ANO - 1961
DESIGNAÇÃO - SOLAR DE ÁGUA DE PEIXES
CATEGORIA - Arquitectura Civil
TIPOLOGIA - Solar
FREGUESIA - Alvito
GRAU - M N
ANO - 2002
LEGENDA : IIM - Imóvel de Interesse Municipal;
IIP : Imóvel de Interesse Público;
MN : Monumento Nacional;
VC : Em vias de classificação
PM : Património Mundial
19/03/2009
Tese de Doutoramento do COELHO
Era um dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado.
Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que está a fazer aí, tão concentrado?
- Estou a redigir a minha tese de doutoramento - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria para provar que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
-Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
- O coelho e a raposa entram na toca.
Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho a trabalhar naquela concentração toda.
O lobo resolve então saber do que se trata , antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutoramento, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isso é um despropósito; nós os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos.
-Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro.
Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio.
Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.
5. O que importa é:
QUEM É O SEU PADRINHO...
Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a actividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que está a fazer aí, tão concentrado?
- Estou a redigir a minha tese de doutoramento - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm... e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria para provar que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
-Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
- O coelho e a raposa entram na toca.
Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio.
Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho a trabalhar naquela concentração toda.
O lobo resolve então saber do que se trata , antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de doutoramento, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isso é um despropósito; nós os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos.
-Aliás, chega de conversa...
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?
O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte.
Ambos desaparecem toca adentro.
Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e ... silêncio.
Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos.
Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos.
5. O que importa é:
QUEM É O SEU PADRINHO...
16/03/2009
15/03/2009
OS NOVOS POBRES

Os novos pobres
JN 2009-03-10
A crise quando chega toca a todos, e eu já não sei se hei-de ter pena dos milhares de homens e mulheres que, por esse país, fora, todos os dias ficam sem emprego se dos infelizes gestores do BCP que, por iniciativa de alguns accionistas, poderão vir a ter o seu ganha-pão drasticamente reduzido em 50%, ou mesmo a ver extintos os por assim dizer postos de trabalho.
A triste notícia vem no DN: o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco arrisca-se a deixar de cobrar 90 000 euros por cada reunião a que se digna estar presente e passar a receber só 45 000; por sua vez, o vice-presidente, que ganha 290 000 anuais, poderá ter que contentar-se com 145 000; e os nove vogais verão o seu salário de miséria (150 000 euros, fora as alcavalas) reduzido a 25% do do presidente. Ou seja, o BCP prepara-se para gerar 11 novos pobres, atirando ainda para o desemprego com um número indeterminado de membros do seu distinto Conselho Superior. Aconselha a prudência que o Banco Alimentar contra a Fome comece a reforçar os "stocks" de caviar e Veuve Clicquot, pois esta gente está habituada a comer bem.
08/03/2009
ALVITO - EXPOSIÇÃO DE CERÂMICA
Posto de Turismo de Alvito
Exposição de Cerâmica
O Posto de Turismo de Alvito recebe a partir de dia 28 de Fevereiro e até ao dia 31 de Março uma exposição de cerâmica, da autoria da ceramista Cristina Amador, natural de Alvito.
Esta exposição estará patente ao público no seguinte horário:
2ª a 6ª feira: 9h -12h30 / 14h - 17h30
Sábados: 10h -12h30 / 14h - 17h30
03/03/2009
ANTÓNIO CELSO
Foto de Francisco Fadista - Olhares
FUI EU
No sonho em que passeio,
Em que vagueio errante, tristemente,
O meu anjo não veio;
Não veio como vinha antigamente.
Bastava que parasse à beira do caminho
E erguesse o rosto ao céu iluminado,
Não ficava sozinho.
O anjo colocava-se a meu lado.
Eu tinha então a força dos que podem
Mover montanhas e afastar as águas
Para poder passar.
Porém, agora, os sonhos que me acodem
São lágrimas de dor, fontes de mágoas...
E faltam forças para caminhar.
Jornadeei por vastos horizontes,
Bebi em tantos rios, tantas fontes,
E nunca me faltaste, guardador!
Que há entre nós então? Que aconteceu?
Se é certo que és um anjo do Senhor,
És imutável, vigilante e puro;
Sempre apontaste a senda do Futuro;
Tu não mudaste. Quem mudou fui eu!
António Celso (Asas Cinzentas)
01/03/2009
O VOAR DO POETA
Foto de Nuno Chacoto-Olhares
Com o salto
para o outro lado da fronteira
esgotaste os sonhos
e os poemas
que ainda tinhas para parir
com as dores sofridas
dos teus pensamentos
de pássaro liberto.
Cruzaste a vida
com a mesma humildade
com que cruzaste
traços e versos
mas nunca
cruzaste os braços
às imagens doridas
do nosso Alentejo desalentado.
Na hora da tua partida
chorando nostalgias,
desventrado de sonhos,
órfão dos teus poemas,
houve um sobreiro antigo
que secou,
nos campos de Santiago
ORLANDO FERNANDES
Em memória do Poeta Alentejano José da Fonte Santa
24/02/2009
23/02/2009
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