O concelho de Alvito estará de novo a ser promovido na Ovibeja, entre 28 de Abril e 2 de Maio.
Para além da divulgação da temática “Alvito - Património Vivo” e da inerente distribuição de material de divulgação do concelho, haverá lugar à apresentação de novos suportes promocionais: Mapas Turísticos de Alvito e de Vila Nova da Baronia.
Nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio, entre as 16h00 e as 18h00, a Escola Profissional de Alvito (igualmente promovida no stand do Município), que em 2010 comemora 20 anos ao serviço do ensino profissional, desenvolverá actividades de demonstração e prova de produtos locais, acompanhados no Dia de Alvito (1 de Maio) de vinhos gentilmente cedidos pela Herdade das Barras (de Vila Nova da Baronia).
No programa cultural e recreativo da tarde de 1 de Maio marcarão presença os grupos: “Amigos do Cante”, “Associação do Grupo de Cante Coral Alentejano de Alvito” e “As Madrugadeiras”.
A Adega Herdade das Barras conquistou a medalha de Ouro na XII Edição do Concurso Mundial de Vinhos “Wine Masters Challenge 2010” com o vinho SERROS DA MINA 2006 Tinto.
A XII Edição do Concurso Mundial de Vinhos “Wine Masters Challenge 2010” realizou-se ao longo dos dias 5.6.7.8 e 10 de Abril, no Estoril, onde foram testados cerca de 4.497 vinhos perante um júri internacional, qualificando para a final 3.751 onde foram atribuídas apenas 258 medalhas nas várias categorias.
A Sociedade Agro-Pecuária do Oeste Alentejano, LDA na qualidade de proprietária e gestora da Adega Herdade das Barras, vê, assim, premiada a aposta na produção de vinhos com os mais elevados padrões de qualidade a preços justos, confirmando desta forma, um dos principais objectivos do projecto.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alvito, fundada a 18 de Abril de 1950, perfaz 60 anos de existência e a efeméride vai ser comemorada nos dias 16, 17 e 18 de Abril.
Um Baile/Concerto no dia 16 e uma noite de Fados no dia 17, com grandes vozes em uníssono com guitarras e violas são fortes argumentos para proporcionar agradáveis momentos de convívio e lazer.
No dia 18 destaque para a Sessão Solene e Bênção de duas novas ambulâncias.
A banda da Associação dos Bombeiros Voluntários de Alvito começou quando em 1978 o Sr. Eliseu Efigénio tomou a iniciativa de reunir alguns membros da antiga filarmónica 10 de Dezembro na tentativa de refazer novamente a Banda e solicitou à Direcção dos Bombeiros que fosse integrada nos quadros da Associação sob a denominação de Banda dos Bombeiros Voluntários de Alvito. A Banda tem a sua primeira actuação a 18 de mearço de 1979. Ao longo de 10 anos, a Banda Filarmónica dos B.V. de Alvito,liderada pelo Mestre Augusto Penedo, participou assiduamente em concertos e festas, um pouco por todo o país, grangeando algum sucesso. Em 1989 o Mestre Augusto Penedo solicitou à Direcção da Associação a dispensa das funções por motivos de saúde e pouco depois, faltando o elo de ligação em redor de todos os membros, a Banda desintegrou-se. Em 1997 a Direcção aproveitando os apoios da Câmara Municipal, e das Juntas de Freguesia de Alvito e Vila Nova da Baronia, resolveu levar por diante a reconstituição da Banda, convidando o Prof. Manuel Sardinha para dirigir, tendo sido a sua primeira actuação em 1 de Dezembro desse mesmo ano. Em 1999 houve necessidade de revitalizar a Banda pelo que a Direcção substituiu o Prof. Manuel Sardinha pelo Mestre José Faustino da Silva Peralta e Mestre Francisco Lopes. Em Novembro de 2000 o Mestre Pereira substituiu o Mestre José Faustino Peralta. Em conjunto o Mestre Pereira e Mestre Lopes continuam um projecto, vindo de trás, hoje a escola conta com cerca de 18 alunos, alguns fazem actualmente parte da Banda. A Banda da Associação dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Alvito, já contou com algumas actuações de referência; Concertos na Vila de Alvito, Serviços Marciais, Encontros de Bandas de Música. Nós Banda de Música de Alvito contamos com a sua colaboração e admiração desta localidade, tal como das entidades competentes, para podermos cativar mais os nossos jovens, tanto da Freguesia de Alvito como da Freguesia de Vila Nova da Baronia.
Venha comemorar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com o tema proposto pelo IGESPAR "Património Rural/Paisagens Culturais" - 17 de ABRIL 2010 – com um passeio, visitas e degustação lenta de sabores alentejanos.
Integrar o Alentejo no Caminho de Santiago, um desafio para o Ano Santo de 2010
Segund...o a tradição, quando o dia de Santiago Maior (25 de Julho) cai num domingo, este passa a ser Ano Santo Jacobeu, assinalado por particulares bênçãos e privilégios espirituais para os peregrinos. É o caso de 2010, um ano marcado, na Galiza e fora dela, pelo intenso programa religioso e cultural que se destina a tornar patente o fenómeno, cada vez mais popular, da peregrinação a Compostela. Só na capital galega são esperados mais de oito milhões de visitantes. A ocasião mostra-se propícia para a redescoberta de diversos segmentos do Caminho de Santiago, outrora famosos, que caíram quase no esquecimento e começam a voltar à luz do dia. Algo extremamente significativo, tanto mais que o próximo Jubileu Compostelano só ocorrerá em 2021. Onze anos são muito tempo e podem fazer toda a diferença para que os itinerários menos divulgados se imponham, ou não, em termos internacionais, junto da UNESCO e dos organismos galegos a quem cabe o seu reconhecimento. Um destes percursos, o Caminho Português, não se limitou, ao contrário do que muitos pensam, apenas às zonas do nosso país mais próximas da Galiza. Pelo contrário, sulcou todo o território nacional, tendo alcançado grande expressão também no Alentejo. O seu progressivo abandono a partir do século XVII votou-o a uma certa obscuridade. Hoje, porém, quando os itinerários para Santiago de Compostela estão a ser descobertos de novo por toda a Europa, assiste-se à revitalização do Caminho no Sul. O número de peregrinos é ainda modesto, mas vai em crescendo. Eis um domínio em que não se pode improvisar nem actuar isoladamente, fomentando percursos um pouco ao sabor das circunstâncias. A organização é a chave do sucesso. De facto, torna-se necessário um esforço concertado, ao nível nacional e internacional, para determinar as vias mais praticáveis e conseguir a sua homologação pelas entidades religiosas e civis, para criar albergues e pontos de apoio (uma das grandes lacunas com que se deparam os peregrinos) e para recuperar e tornar acessíveis os monumentos e outros valores culturais e naturais associados ao Caminho. No Baixo Alentejo, a recuperação dos antigos itinerários de peregrinação tem vindo a ser promovida pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja. Esta iniciativa, levada a cabo em parceria com os municípios e outras entidades da região, obteve já o reconhecimento da União Europeia, sendo um dos eixos de “Loci Iacobi – Lugares de Santiago, Lieux de Saint Jacques”, projecto-piloto que abrange Portugal, Espanha e França. O seu principal intuito é contribuir para a dinamização dos itinerários utilizados ao longo dos séculos pelos peregrinos. A apresentação pública do projecto realiza-se em Alvito, a 25 de Março, no Seminário Internacional “O Caminho de Santiago e a Identidade Europeia”, destinado a assinalar o Ano Santo Jacobeu de 2010. Tendo como fio condutor a análise da peregrinação compostelana no contexto da Europa do século XXI, o encontro parte de uma reflexão sobre o passado, o presente e o futuro do Caminho para dar a conhecer a experiência e as perspectivas das três instituições responsáveis por “Loci Iacobi”: a Xunta de Galicia, governo autonómico da Galiza, com papel decisivo na gestão do Caminho; a Communauté d’Agglomération (comunidade urbana) de Le Puy-en-Velay, cidade património mundial, ponto de partida da “Via Podiensis”, um dos percursos mais destacados em solo francês; e a Diocese de Beja.
Uma realidade transversal à Europa O Caminho de Santiago é constituído pelos diferentes itinerários utilizados, ao longo dos séculos, pelos peregrinos a Santiago de Compostela, sulcando praticamente toda a Europa, de Norte a Sul e de Este a Oeste. A peregrinação ao túmulo de Santiago marcou, logo a partir dos seus primórdios, no século IX, a identidade europeia. Atingiu o apogeu na transição da Idade Média para a época moderna. Após alguns momentos de crise, voltou a ganhar vigor na segunda metade do século XX. Hoje permanece bem presente no quotidiano do velho continente, adquirindo uma dimensão internacional cada vez mais notória e sendo percorrido por milhões de pessoas todos os anos. Declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu (1987) e Património da Humanidade em Espanha (1993) e França (1998), o Caminho de Santiago, embora fiel a raízes plurisseculares, não deixa de ser uma realidade em constante evolução. O avanço da pesquisa científica e o entusiasmo dos peregrinos trouxeram à luz do dia, no decurso das últimas décadas, segmentos esquecidos das antigas vias. Em muitas regiões estão em curso actividades de revalorização dos percursos históricos. Aliás, o próprio fenómeno da peregrinação ganhou novos contornos, à luz da cultura e da espiritualidade dos nossos dias. Tudo isto tem enriquecido o Caminho, abrindo horizontes e criando novos desafios, como os que unem agora a Galiza, o Haute-Loire e o Alentejo.
Potenciar o património comum A redescoberta de pontos-chaves do Caminho, a interpretação do património cultural e natural a ele associado e a qualificação do acolhimento dos peregrinos são algumas das prioridades do projecto “Loci Iacobi – Lugares de Santiago, Lieux de Saint Jacques”, assente na abordagem transversal dos fenómenos históricos, religiosos e turísticos que favorece o seu entendimento a uma escala mais alargada, visando distintas zonas do velho continente. Esta acção resulta de uma parceria formada em 2009 no âmbito do Programa de Cooperação Territorial do Espaço Sudoeste Europeu (SUDOE), apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O território correspondente à Diocese de Beja, a segunda mais extensa de Portugal, é um exemplo de como o Caminho de Santiago tem vindo a ser redescoberto nos últimos anos pelos investigadores e pelos peregrinos. Ao longo deste vasto espaço distribuem-se alguns dos principais itinerários do Caminho no Sudoeste Peninsular. Entre as vias que ligam a Andaluzia à Galiza merece destaque o que entra por Serpa, passa por Beja e, ao inflectir para o Norte, em direcção a Évora e depois a Santarém, tem uma referência primordial em Alvito, outrora ponto de paragem obrigatória para os viandantes. Por aqui passaram figuras de renome, como o médico e humanista Hyeronimus Münzer, cidadão de Nuremberga, enviado do imperador Maximiliano ao rei D. João II em 1494. Elevada a vila em 1280, Alvito ocupou posição de relevo na zona entre Beja e Évora, sobressaindo pelos seus monumentos e obras de arte. O acolhimento dos peregrinos efectuava-se no hospital do Espírito Santo, fundação de D. Estêvão Anes (+ 1279), chanceler-mor de D. Afonso III. Em meados de Quinhentos, esta instituição ficou integrada na Santa Casa da Misericórdia, adoptando mais tarde o título de Nossa Senhora das Candeias. A igreja matriz, sob a invocação de Santa Maria (depois Nossa Senhora da Assunção), foi reconstruída na transição do século XV para o XVI e fez parte da rede dos santuários secundários do Caminho. Uma pintura mural “a secco”, de finais de Quatrocentos, representa Santiago, ladeado por São Sebastião e Santo André, com a túnica e o livro dos discípulos de Cristo e a capa, o bordão e o chapéu dos peregrinos, evocando a devoção ao apóstolo. O Seminário Internacional, organizado pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja em colaboração com o Município de Alvito, decorre no Centro Cultural desta vila durante a manhã do dia 25. Conta com a participação de peritos no estudo, identificação e promoção do Caminho de Santiago, como Carmen Pardo, Corinne Gonçalves, José António Falcão, Géraldine Dabrigeon e Pedro Canavarro. A inscrição é gratuita. Da parte da tarde efectua-se uma visita ao concelho.
Santiago Maior. Século XV. Igreja Matriz de Alvito
Realiza-se a 27 de Março próximo o 1º Passeio BTT Rota dos Moinhos, em Alvito, promovido pela Câmara Municipal, com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Alvito e das Juntas de Freguesia do concelho, no âmbito do Dia Mundial da Juventude. Pretende-se sensibilizar o uso da bicicleta como meio de transporte não poluente, assim como a divulgação da prática lúdica de desporto.
As inscrições são gratuitas e efectuadas através do e-mail btt.alvito@cm-alvito.pt
O Município de Alvito organiza pelo quarto ano consecutivo O Ciclo Gastronómico “As Ervas da Baronia”. Este ciclo gastronómico integra três semanas gastronómicas dedicadas às ervas que a natureza nos proporciona durante as várias épocas o ano: Em Fevereiro tivemos os pratos confeccionados à base de Espargos, Catacuzes e Carrasquinhas; em Junho são as Beldroegas que predominam nas cozinhas e em Novembro, os Poejos, os Coentros, as Hortelãs e outras ervas aromáticas, que se apanham no campo, fazem as delícias de quem se deslocar aos restaurantes aderentes de Alvito e de Vila Nova da Baronia.
De 1 a 7 de Fevereiro a gastronomia assume-se como a principal protagonista para ser saboreada por todos quantos visitem o concelho.
Convidamo-lo a estar presente no próximo dia 17 de Janeiro, Domingo, pelas 17h00, no stand do Turismo do Alentejo na BOLSA DE TURISMO DE LISBOA, para degustar sabores de catacuzes, carrasquinhas e espargos, ervas bravias que são o mote da semana gastronómica "As Ervas da Baronia".
Connosco, com a (re)conhecida Escola Profissional de Alvito, com o maior produtor nacional de espargos, Alvispargos e com os medalhados vinhos Serros da Mina (da Herdade das Barras), irá ter uma experiência inesquecível.
A semana gastronómica "As Ervas da Baronia", principal iniciativa que divulgaremos nesta Feira Internacional de Turismo, levará à mesa dos restaurantes aderentes toda a riqueza do sabor do campo com pratos em torno de catacuzes, carrasquinhas e espargos, que podem ser degustados entre 1 e 7 de Fevereiro nas duas freguesias do concelho de Alvito.
Pátria pequena, deixa-me dormir, Um momento que seja, No teu leito maior, térrea planura Onde cabe o meu corpo e o meu tormento. Nesta larga brancura De restolhos, de cal e solidão, E ao lado do sereno sofrimento Dum sobreiro a sangrar, Pode, talvez, um pobre coração Bater e ao mesmo tempo descansar...
Terra parida, Num parto repousado, Por não sei que matrona natureza De ventre desmedido, Olho, pasmado, A tua imensidade. Um corpo nu, em lume ou regelado, Que tem o rosto da serenidade.
No dia 26 de Dezembro, pelas 21h00, aprecie a monumentalidade da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção e assista ao Concerto de Natal com a Filarmónica dos Bombeiros Voluntários, os Campos do Alentejo, as Madrugadeiras, os Amigos do Cante e o Grupo de Canto Coral.
A Feira de Alvito ou dos Santos, designação por que é mais conhecida e lhe cabe pela data da sua realização – 1, 2 e 3 de Novembro – (não nos esquecemos que dia 01 de Novembro é reservado no calendário da Igreja para a celebração de todos os Santos), remonta ao século XVI. Foi o povo e a Câmara que em carta enviada ao rei em 1579 solicitaram a realização do certame, tendo em vista, por um lado escoar a produção local, com destaque para os produtos agrícolas e hortícola, designadamente estes que alcançavam uma expressão muito significativa ao nível da economia do concelho, por outro assegurar o abastecimento da terra.
Mandou o monarca que a feira tivesse lugar em dia de Santiago, data que não mereceu o acordo dos moradores, que entenderam como mais conveniente o dia 1 de Novembro, no que conveio o Cardeal D. Henrique que então reinava.
A feira, de realização anual, contribuía de uma forma muito significativa para a prosperidade da vila e das suas gentes. Tornou-se rapidamente um pólo de atracção comercial, nomeadamente ao nível dos concelhos limítrofes, onde afluíam mercadores, tendeiros e outros vendedores, bem como compradores, de várias regiões do país, sendo mesmo de destacar a presença de espanhóis que aproveitavam a ocasião para comprar e vender diversas mercadorias.
Para o êxito da feira contribuiu definitivamente a data da sua realização, coincidente com o final e o início do ano agrícola. Tornou-se rapidamente um espaço privilegiado de venda de frutos secos – castanhas, nozes, figos e amêndoas de legumes como o feijão, de cereais e ainda de muitos e variados produtos artesanais, não faltando também neste domínio a presença dos produtos locais. Refira-se que já no século XVI a feira era um espaço de animação: não faltavam as tendas de vinho, jogos e as mulheres de má vida, assunto que mereceu particular atenção da Câmara.
Anterior a esta feira, foi a de Santa Maria, criada por D. Dinis em 1295 e de cuja realização já não havia notícia em 1579 quando se instituiu a actual. Certamente não terá resistido à crise do século XIV.
Já no século XIX e tendo em conta mais uma vez o abastecimento e desenvolvimento da vila, a Câmara instituía, em 1899 uma outra feira, que ficou conhecida como Feira Nova e se realizava entre 20 e 21 de Agosto. Também ela foi de curta duração, pois em 1914, segundo informação do Administrador do Concelho da altura, já só se realizava a Feira dos Santos. Em 1949 a Câmara ensaiou a criação de nova feira. Tinha lugar a 4 e 5 de Julho e uma vez mais repetiu-se o insucesso da de 1899. Para ficar estava sem dúvida a Feira dos Santos, cuja tradição persiste passados que são mais de quatro séculos sobre a sua criação.
Enquanto outros certames de raiz e características vincadamente populares tendem a desaparecer, a Feira de Alvito, de ano para ano cresce e torna-se um forte pólo de atracção regional. Hoje a feira reflecte as mudanças da economia e dos tempos modernos.
A animação e outro comércio que não o tradicional, ganham cada vez maior espaço, assim como as actividades lúdicas e culturais promovidas pela autarquia, sempre preocupada em bem receber os filhos da terra que regressam nesta altura, e os muitos forasteiros que visitam a vila.
Mas não se perdeu de todo o velho hábito de vir à Feira de Alvito comprar as nozes, as amêndoas, as castanhas ou os figos secos, aconchego das longas e frias noites que se fazem adivinhar.
Em cada ano que passa Alvito alinda-se para a feira. As ruas ficam mais cuidadas e o casario mais branco. No ar pairam cheiros de pitéus que sempre se preparam para receber familiares e amigos; vestem-se fatos domingueiros, as ruas enchem-se de carros e gentes num bulício pouco usual e alegremente perturbador da pacatez da vila. A Praça e o Rossio são um mar de gente.
A feira é festa e Alvito, por um dia, toma-se a capital do Alentejo.
No próximo dia 31 de Outubro, pelas 21.30h, no Auditório Municipal de Gaia, a Associação das Colectividades de Gaia vai homenagear FERNANDO PEIXOTO, o Poeta, o Historiador e Investigador, o Escritor, Encenador, Cidadão exemplar, Pai extremoso e "tantas searas mais de sabedoria que nos deixou"(como muito bem diz Brancamar ), evocando todo o seu percurso de vida.
Será um espectáculo com música, teatro e poesia com textos de sua autoria.
Para reservar o seu convite, envie urgentemente um email para helena_peixoto@sapo.pt, com o número de convites que pretende reservar.
A CAMINHO DE SIÃO
Embarcastes na nau de uma promessa Que navega ondulante sobre a vida Na viagem dos anos, que começa No momento preciso da partida, Quando um sonho ansioso se atravessa Em direcção à Terra Prometida. Como nautas partis nesta aventura Carregados de sonhos e ternura.
Tormentas e procelas surgirão, Alguns ventos virão para anular Os caminhos que a vossa decisão Vos ditou como rumo p’ra alcançar, Onde se ergue a montanha de Sião Na qual, por fim, haveis de repousar. E podeis crer que nem a Tempestade Tem mais poder que a força da Vontade.
Quando assim se navega, na certeza Que há um porto de abrigo à nossa espera, O leme é mais seguro e há mais firmeza Na nau que sulca as águas da quimera: Extingue-se o Inverno, ante a beleza Com que, súbito, irrompe a Primavera. E finalmente o Sol se sentará No trono fulgurante da Manhã!
E se o mar vos parece mais bravio Dobrai o vosso Cabo da Esperança: Que o mar pouco mais é que um largo rio Onde sobram correntes de bonança. O mar da vida é sempre um desafio Que tem de se enfrentar como uma herança E que a todos atinge por igual. No Amor ... não há pecado original!
Foi uma declaração que evoca desertos por atacado, porque um só não chegaria. A uns foi buscar as ideias e a outros, a tanta areia que nos atirou aos olhos. Sobre a primeira questão: fazer uma declaração quer dizer falar, e falar quer dizer fazer-se entender. A declaração de Cavaco Silva, de ontem, é nada. É filha desse linguajar de assessores e que é, no essencial, um insulto aos cidadãos, a quem os políticos devem, e raros cumprem, uma língua tersa, clara. Sobre a segunda questão: se ele não disse nada, sugeriu muito. Cavaco Silva manipula quando não refere as peças fundamentais e iniciadoras deste assunto: as duas manchetes do Público, a 18 e 19 de Agosto, que lançaram as suspeitas da Presidência sobre o Governo. A lacuna não é ingénua, porque essas manchetes demonstram quem teve a iniciativa do escândalo. E o que dizer sobre o "fiquei a saber" - ontem acontecido a Cavaco, nas palavras do próprio - que os computadores de Belém são vulneráveis? O mais piedoso que há para dizer é que ele quis mesmo empurrar-nos para as suas suspeitas - manipular-nos, pois. Porque a outra hipótese, ele desconhecer, até ontem, que todos os computadores (de Belém à Casa Branca) são vulneráveis, essa hipótese é insultuosa para o Presidente de Portugal.
Lá vêm os saltimbancos, às dezenas Levantando a poeira das estradas. Vêm gemendo bizarras cantilenas, No tumulto das danças agitadas.
Vêm num rancho faminto e libertino, Almas estranhas, seres erradios, Que tem na vida um único destino, O Destino das aves e dos rios.
Ir mundo a mundo é o único programa, A disciplina única do bando; O cigano não crê, erra, não ama, Se sofre, a sua dor chora cantando.
Nunca pararam desde que nasceram. São da Espanha, da Pérsia ou da Tartária? Eles mesmos não sabem; esqueceram A sua antiga pátria originária...
Quando passam, aldeias, vilarinhos Maldizem suas almas indefesas, E a alegria que espalham nos caminhos É talvez um excesso de tristezas...
Quando acampam de noite, é no relento, Que vão sonhar seu Sonho aventureiro; Seu teto é o vácuo azul do Firmamento, Lar? o lar do cigano é o mundo inteiro.
Às vezes, em vigílias ambulantes, A noite em fora, entre canções dalmatas, Vão seguindo ao luar, vão delirantes, Alados no langor das serenatas.
Gemem guzlas e vibram castanholas, E este rumor de errantes cavatinas Lembra coisas das terras espanholas, Nas saudades das terras levantinas.
E, então, seus vultos tredos envolvidos Em vestes rotas, sórdidas, imundas. Vão passando por ermos esquecidos, Como um grupo de sombras vagabundas.
Lá vem os saltimbancos, às dezenas, Levantando a poeira das estradas, Vêm gemendo bizarras cantilenas, No tumulto das danças agitadas.
Povo sem Fé, sem Deus e sem Bandeira! Todos o temem como horrível gente, Mas ele na existência aventureira, Ri-se do medo alheio, indiferente.
E, livres como o Vento e a Luz volante, Sob a aparência de Infelicidade, Realizam, na sua vida errante, O poema da eterna Liberdade.
Vai por aí um alarido cavernoso sobre a eventualidade de o Bloco de Esquerda poder ser o fiel da balança nas eleições de 27. É o regresso do PREC! É a ressurreição do ideário soviético! As nacionalizações vão voltar! Há uma mistura de pânico, de ignorância e de desonestidade intelectual nestes assustadores avisos. Mais provável seria o PS deglutir o Bloco do que se verificar algo de semelhante ao que afirma ou sugere a gritaria. Há trinta anos, Willy Brandt ilustrou a tese: "Os grandes esquerdistas de hoje serão os bons sociais-democratas de amanhã. "A História deu-lhe razão. Em Portugal, então, as transferências de campo chegam aos níveis do abjecto.
Por que sobe o Bloco? O estilo do discurso, mordaz, irónico, estatístico, liso e curto seduz os jovens urbanos e uma faixa da população que vê, sobretudo em Louçã, a renovação constante das suas indignações. Adicione-se o cansaço do rotativismo actual, a troca de cadeiras entre o PS e o PSD, e a imposição de uma democracia de opinião, notoriamente pendente para um lado, medíocre e ignara, e talvez encontremos aí as causas da coisa.
O Bloco está em idêntica situação à do PCP: se muda, associando-se aos poderes públicos, desfigura; se não muda, estiola e deixará de pertencer à sociedade participativa. O cansaço é uma possibilidade tão real como o desinteresse (e até o nojo) que suscitam os partidos da "alternância." Embora o PCP possua uma longa história de resistência, que lhe tem permitido sobreviver a todos os naufrágios e a todos os cercos.
Seja como for, as eleições de 27 terão, de certeza, um impacte muito forte na estrutura habitual do sistema. Substituo a palavra "sistema" por esquema, a fim de esclarecer melhor a natureza do êxito do Bloco, cuja capacidade discursiva lhe deu créditos fundados no afrontamento e na erosão do establishment. Na ausência de ideologia, a unidade da sua sobrevivência e do seu êxito talvez resida na improvável mistura de estalinismo, com maoísmo e trotsquismo. Essa identidade flexível, essa simbiose dos contrários é matéria de estudo. De qualquer das formas, não passa de um epifenómeno, emerso do desespero das pessoas, da desesperança social e do descontentamento de um povo que foi empurrado para o mundo sem saída do PS ou do PSD.
Há outras possibilidades, exemplifica o Bloco, contra aqueles que defendem o argumento clássico da "alternância." A própria existência do agrupamento chamou o PCP a novos deveres e a outras responsabilidades. E a possibilidade de qualquer deles chegar ao poder começa a deixar de ser uma hipótese metafórica.
A verdade é que a situação actual não pode manter-se. E os sinais indicam que são insuficientes, por ineficazes, os procedimentos e as decisões até agora tomados pelos partidos. A ver vamos.
Um embaraçoso mal estar por Baptista Bastos aos 16 de Setembro de 2009 no Diário de Notícias
Averiguadamente, a dr.ª Manuela Ferreira Leite não é portadora de uma compleição de estadista. As monumentais inconveniências que comete, as normas que defende, através de conceitos vazios de sentido tornam-na, amiudadas vezes, numa figura comovente mas não habilitada a representar Portugal. Ouvir a chefe do PSD chega a ser penoso. Não gosto de o escrever; porém, a obstinada tentação da senhora para o disparate, converteu-se num embaraçoso mal-estar.
Claro que a série de dislates provoca uma selvagem e mal contida ironia entre os seus adversários, sobretudo aqueles que se acoitam no PSD, e a desmerecem com anedotas, efeitos verbais pela sua idade, comentários ao seu catolicismo liso, formal e ressentido.
A doutora averba, periodicamente, despautérios maldosamente comentados não só por aqui como pelas embaixadas. "Já sabes a última da Manuela?" Não sabiam; ficam a saber, com acrescentos adaptados às circunstâncias. Desde o fechamento da democracia por seis meses, à admissão de que as grandes obras estatais apenas servem para dar emprego a ucranianos e a cabo-verdianos, passando pelas afirmações de contrariedade quanto às uniões de facto, sem esquecer as declarações na Madeira, até esta de se desdizer sobre o TGV, e de conclamar: "Não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa!" - a asneira é galopante.
A dr.ª Manuela não só ressuscita velhos fantasmas como pretende fazer de nós tolos. A imprensa de Espanha, graças a um verbo sarcástico, que oscila entre a metáfora e a facécia, refere-se-lhe com velado desprezo. A dr.ª Manuela não mede as consequências dos seus actos e ignora a natureza melindrosa de certas frases. Ainda por cima, é incapaz de explicar como é que iria resolver o berbicacho criado com a suspensão de uma obra que tem o aval, o interesse e o dinheiro de Bruxelas. Anteontem, na RTP-N, o jornalista Daniel Deusdado esclareceu, em quatro frases, o que é o TGV, e, sobretudo, o que está em jogo. A dimensão e a necessidade do projecto superam, de longe, a mediocridade das declarações da chefe do PSD. Com natural tranquilidade, as explicações de Daniel Deusdado levam-nos a concluir que a dr.ª Manuela Ferreira Leite não sabe do que fala, quando fala no TGV. E em muitas outras coisas, acrescento eu.
O Cavaleiro de Oliveira, no século XVIII, escreveu que "é preciso que os acasos da fortuna se não convertam em razões definitivas". Advertia que legalizar, previamente, um pensamento que não existe, ou existe atabalhoado, "derrotara a pátria e martirizara as suas gentes". Neste pesado assunto, onde tantos incómodos e destrambelhos se acumulam, os malabarismos da mentira política e da ignorância arrogante não podem sobrepor-se à mecânica das evidências.
A grande farsa por Baptista-Bastos 02 Setembro 20096
Que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa pouco ou nada projectam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Todas estas figuras chegam ao proscénio, tingidas por fora de impolutos predicados, e dizem-nos querer salvar a pátria através, claro!, do nosso voto. Sorriem, mas estão cheios de raiva e de ressentimento. Têm vindo a insultar-se com a baixa linguagem dos eguariços, e desembainham a larga espada da justiça e da solidariedade, como se estivessem a cumprir um destino. A farsa das generalizações atingiu a mais atroz das banalidades e a mais inquietante das incertezas.
Será Sócrates um mentiroso, desde os tacões dos sapatos ao corte de cabelo, e a dr.ª Manuela a imaculada guardiã de todas as verdades conhecidas? Vamos eleger caracteres. Vamos escolher entre uma pretendida compulsão para a mentira e a imagem sacrossanta da virtude como religião. Ignoramos o conteúdo dos programas e conhecemos, dos candidatos, as suas figurações e aquilo que a comunicação social quer revelar.
"O programa, venha o programa!", exigiam, coléricos, os socialistas, à chefe do PSD. Esta, com o sorriso evasivo que se lhe conhece e aquele olhar que assusta o mais destemido dos mortais, prolongava a agonia da expectativa. Até que lá fez a vontade aos importunos pedinchões, e leu um quadradinho de papel, no qual se dizia o que se planeava. Nada de novo: privatizações a eito, limitação de direitos, benesses a quem dá emprego aos outros. A dr.ª Manuela e seus asseclas parecem desejar que o Estado seja minguado até ao esqueleto, e que Portugal comece a ser governado por "gestores". A sua tese da interrupção da democracia por seis meses não é boutade, deslize momentâneo, graça pesada. É a expressão de um pensamento, afinal consubstanciado na proposta "minimalista" que fez ao País.
Enquanto a dr.ª Manuela manifesta um estremecido desprezo pela arraia-miúda, o eng.º Sócrates continua a declinação gélida das "reformas", insistindo nessa rábula do "socialismo moderno", monstruosa aldrabice que desacreditou uma ideia generosa e redentora, e a colocou no centro de todas as injúrias e de todos os chistes.
Estamos, pois, numa encruzilhada. Até que o preconceito, a ignorância e a informação omitida e dirigida permitirem uma unívoca concentração de poder, as alternativas são-nos apresentadas como as únicas construções institucionais. "Mudar tudo!", exclama, inclemente, a dr.ª Manuela. "Não mudar de rumo!", conclama o eng.º Sócrates. Um susto! Não há regeneração possível. Nenhum deles interessa; os outros constituem, presentemente pelo menos, uma impossibilidade.
No âmbito das Jornadas Europeias do Património e do Dia Mundial do Turismo, o Município de Alvito em parceria com a SPIRA-Revitalização Patrimonial, Lda., promove várias iniciativas que apelam à participação do público, através da sensibilização para a importância da salvaguarda e valorização do património. Tal como nos anos anteriores, o programa do Município de Alvito adoptará o tema proposto pelo Igespar: "VI(r)VER o PATRIMÓNIO", sugerindo as seguintes actividades: Às 15h30, "O Património é Fixe" . Venha "curtir" o Património pelo olhar e voz das crianças do Concelho. Seis jovens cicerones serão os guias de uma visita pelo património concelhio, que incluirá espaços muitas vezes não acessíveis aos visitantes, tanto em Alvito como em Vila Nova da Baronia. Porque "é de pequenino que se torce o pepino", é fundamental estimular desde cedo a aproximação física e emocional com o património. À noite, a partir das 20h00, a luz da lua convidará a conhecer a Rota do Fresco. O património será mostrado ao luar, já pela voz e olhar de um Historiador de Arte. Para concluir em beleza este périplo e também "VI(r)Ver o PATRIMÓNIO" da música tradicional e da gastronomia local, haverá Cante Alentejano por um grupo de Alvito, "acompanhado" por ceia regional, num espaço que junta petiscos, vinho novo e vozes quentes.
No dia 26 de Setembro, venha a Alvito.
Há sempre bons motivos para visitar o concelho e se deixar ficar.
Inscrições no Posto de Turismo, até dia 24 de Setembro Rua dos Lobos, 13 Tel.: 284 480808 turismo@cm-alvito.pt