02/06/2014
ALVITO - ERVAS DA BARONIA
ALVITO
ERVAS DA BARONIA
De 7 a 10 de junho "As Ervas da Baronia" levam a natureza à sua mesa
Como recusar uma açorda de beldroegas com queijo de cabra?
As Ervas da Baronia levam a natureza à mesa das pessoas e apresentam-lhes paladares pujantes e verdadeiros. São produtos que nascem nos campos e, por isso, muito saudáveis e repletos de sabor.
Os saberes da tradição são colocados ao dispor dos visitantes que os acompanham com os néctares da região.
Como recusar uma açorda de beldroegas com queijo de cabra?
São muitos os restaurantes aderentes e são ainda mais as propostas para que se prove as saborosas iguarias que confecionam… em Alvito, coração do Alentejo.
27/05/2014
ALVITO - MEMÓRIAS
ALVITO - MEMÓRIAS
A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito.
Impressões e Apontamentos.
Luiz de Pina Manique. «… descreveu o castelo de Alvito como a mais notável de todas as construções do género, tanto pela grandeza e aspecto guerreiro do edifício, como pelo seu excelente estado de conservação…»
«Merece, porém, que se lhe consagrem uns momentos de atenção pelo cunho característico da sua arquitectura, embora sumária e muito sóbria, mas cuja forma decorativa reveste um aspecto especial nesta vila afastada e tão pequena. Carvalho Costa, na sua Corografia Portuguesa, limítou-se a dizer que tinha um castelo com seu palácio em que assistiam os condes e era povoação de dois mil vizinhos com nobreza. Passados anos, em 1747, informou o padre Cardoso que o castelo tinha cinco torres sobre as quais se estribava o palácio do barão-conde e que a torre a que chamão de Omenagem não está acabada, é de bastante altura e toda feita de pedra de cantaria.
Nas memórias paroquiais de 1758, fr. Ambrósio Brochado, da Ordem da Trindade e reitor da paroquial de Alvito, relatou sem mais considerações que a vila era cabeça das terras da baronia por estar nelas o castelo e palácio do barão conde, onde poisava quando a elas vinha, mas que não era praça de armas nem padeceu ruína alguma no terremoto de 1755.
Numa notícia publicada em 1866 no Arquivo Pittoresco, ilustrada com uma bela gravura de João Pedroso, descreveu Vilhena Barbosa o castelo de Alvito como a mais notável de todas as construções do género, tanto pela grandeza e aspecto guerreiro do edifício, como pelo seu excelente estado de conservação, sem embargo de estarem pesando sobre as suas abóbadas mais de quatro séculos; nada anotou, porém, quanto à arquitectura da vila, como também anteriormente o não tinha feito em Villas e Cidades, ao falar desta antiga povoação.
Pinho Leal, no Portugal Antigo e Moderno, servindo-se certamente do que disse o padre Cardoso, citou só o castelo ou palácio acastelado de Alvito, com as suas cinco torres, das quais uma, a de menagem, de cantaria e não acabada, como a fortaleza mais robusta e bem conservada de Portugal. Por seu turno, publicou Gerardo Pery, em 1885, a monografia do concelho, encarando o seu aspecto estatístico e agrícola, pouco se referindo por consequência à vila e ao castelo.

NOTA: Gerardo Augusto Pery, não obstante, juntou várias notas e documentos de grande interesse para a sua história, mormente no que respeita às relações entre os senhores da vila e os trinitários, a propósito da jurisdição da ermida ou igreja do Espírito Santo, por aqueles instituída no castelo; porém quanto à sua arquitectura nada relatou.
Logo depois, na consagrada obra sobre a arquitectura do Renascimento em Portugal, onde inseriu interessantíssimos desenhos seus e esboços dos monumentos que visitou, referiu-se muito rapidamente Albrecht Haupt ao castelo de Alvito por não ter podido estudá-lo em pormenor. Considerava-o como uma das mais notáveis construções da época, com as suas quatro torres redondas nos ângulos do quadrilátero que envolve o grande pátio, também quadrangular, coroado de ameias e circundado de abóbadas e arcarias». In Luiz de Pina Manique, A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito, Impressões e Apontamentos, Associação dos Arqueólogos Portugueses, Edição subsidiada pelo Instituto para a Alta Cultura, Lisboa, oficinas gráficas de Bertrand, Irmãos, 1949.
Cortesia de AAPortugueses/JDACT
In Blog Montalvo e as Ciências do Nosso Tempo
06/05/2014
EXPOSIÇÂO DE TAPETES DE ARRAIOLOS
EXPOSIÇÃO DE TAPETES DE ARRAIOLOS NO POSTO DE TURISMO
Peças têxteis genuinamente portuguesas que trazem consigo parte da história de Portugal, onde a grande influência oriental é a base estrutural e decorativa mas onde se mistura também o saber do bordar. No Posto de Turismo de Alvito de 6 de maio a 20 de junho.
Visite-nos!
24/03/2014
DIA MUNDIAL DO TEATRO
Noite cultural no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro, em Alvito
| 28 de março | 21h | Centro Cultural |
Nas comemorações do Dia Mundial do Teatro, a Quarto Crescente apresenta a peça “Feminino”, na próxima sexta-feira, 28 de março, às 21h, no Centro Cultural de Alvito.
ESPERAMOS POR SI.
TRAGA TAMBÉM OS AMIGOS!
19/03/2014
CONCERTO DE PRIMAVERA
ALVITO
Concerto de Primavera
ORQUESTRA CLÁSSICA DO SUL
Música de Câmara
DIA 29 DE MARÇO, ÀS 18 H, NO CENTRO CULTURAL DE ALVITO
A Orquestra Clássica do Sul é herdeira do percurso de sucesso da Orquestra do Algarve, cuja carreira nos principais palcos nacionais e internacionais foi elogiada pela crítica especializada, enaltecendo a sua elevada qualidade artística e excelência.
Composta por 31 músicos selecionados em concurso público internacional, realiza concertos de música de câmara, ópera, concertos promenade, concertos ligados a outras expressões artísticas, workshops e masterclasses.
Cesário Costa é Diretor Artístico e Maestro Titular da orquestra e o Quarteto de Cordas é formado por Laurentiu Simões e Alma Ramírez nos Violinos, Teresa Fleming na Viola e Vasile Stanescu no Violoncelo.
O programa deste Concerto de Primavera apresenta o Quarteto nº 1, op.12 de F. Mendelssohn (1809-1847) e o Quarteto em Dó Maior, K.465 de W. A. Mozart (1756-1791).
Um concerto a não perder. Venha e traga a família e os amigos!
Concerto de Primavera
ORQUESTRA CLÁSSICA DO SUL
Música de Câmara
DIA 29 DE MARÇO, ÀS 18 H, NO CENTRO CULTURAL DE ALVITO
A Orquestra Clássica do Sul é herdeira do percurso de sucesso da Orquestra do Algarve, cuja carreira nos principais palcos nacionais e internacionais foi elogiada pela crítica especializada, enaltecendo a sua elevada qualidade artística e excelência.
Composta por 31 músicos selecionados em concurso público internacional, realiza concertos de música de câmara, ópera, concertos promenade, concertos ligados a outras expressões artísticas, workshops e masterclasses.
Cesário Costa é Diretor Artístico e Maestro Titular da orquestra e o Quarteto de Cordas é formado por Laurentiu Simões e Alma Ramírez nos Violinos, Teresa Fleming na Viola e Vasile Stanescu no Violoncelo.
O programa deste Concerto de Primavera apresenta o Quarteto nº 1, op.12 de F. Mendelssohn (1809-1847) e o Quarteto em Dó Maior, K.465 de W. A. Mozart (1756-1791).
Um concerto a não perder. Venha e traga a família e os amigos!
11/03/2014
ALVITO CORAÇÃO DO ALENTEJO NA 26ª EDIçÂO DA BTL
CONCELHO DE ALVITO REPRESENTADO NA 26ª EDIÇÃO DA BTL
ALVITO CORAÇÃO DO ALENTEJO
Alvito Coração do Alentejo é o mote para a divulgação do Município na BTL – Feira Internacional de Turismo de Lisboa, que decorre de 12 a 16 de Março, na FIL – Parque das Nações.
A BTL é o maior certame nacional da indústria do turismo e este ano, na sua 26ª edição, a organização apostou na temática “Turismo: A Indústria do Sorriso”, destacando a hospitalidade, a simpatia e a arte de bem receber no nosso país.
O Município de Alvito irá marcar presença na Feira através da participação coletiva da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e irá também procurar dar ênfase à hospitalidade e simpatia na forma de receber.
Em cada um dos dias da promoção do concelho na Feira irão ser oferecidos produtos locais, que destacam a qualidade dos sabores de Alvito. Assim, no primeiro dia, 12 de Março, será promovido o pão (“Padaria da Jú”), no dia seguinte os corações da D. Leocádia, no dia 14 será a vez da pasta de azeitona e dos nógados (Maria Antónia Goes), a 15 a oferta é de laranjas (Domingos Reforço) e no último dia, 16 de Março, o destaque vai para o azeite (UCASUL e Horta da Vila).
No dia 14, sexta-feira, a partir das 18h00, haverá lugar à degustação de paladares em torno dos frutos secos que serão o mote do Festival Gastronómico, programado para a Feira dos Santos já em 2014. Como antecipação dos sabores deste Festival, a Escola Profissional de Alvito dará a conhecer “petiscos” salgados ou doces confecionados com nozes, castanhas e outros frutos secos que estão associados à Feira dos Santos de Alvito. O vinho da Herdade das Barras marca igualmente presença como acompanhante deste momento de prazer gastronómico.
Também o filme promocional Feira dos Santos irá ser mostrado diariamente no espaço comum da Turismo do Alentejo e Ribatejo.
Alvito é um concelho que quer promover sorrisos, simpatia e experiências positivas. Estas passam pela emoção e pela paixão ligadas também às fileiras da gastronomia, doçaria e vinhos. Sinta pois os prazeres de Alvito coração do Alentejo. Esperamos por si no Espaço Geral do Turismo do Alentejo e Ribatejo: Pavilhão 1; STAND 1A05; Município de Alvito: M11
http://www.cm-alvito.pt/
ALVITO CORAÇÃO DO ALENTEJO
Alvito Coração do Alentejo é o mote para a divulgação do Município na BTL – Feira Internacional de Turismo de Lisboa, que decorre de 12 a 16 de Março, na FIL – Parque das Nações.
A BTL é o maior certame nacional da indústria do turismo e este ano, na sua 26ª edição, a organização apostou na temática “Turismo: A Indústria do Sorriso”, destacando a hospitalidade, a simpatia e a arte de bem receber no nosso país.
O Município de Alvito irá marcar presença na Feira através da participação coletiva da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e irá também procurar dar ênfase à hospitalidade e simpatia na forma de receber.
Em cada um dos dias da promoção do concelho na Feira irão ser oferecidos produtos locais, que destacam a qualidade dos sabores de Alvito. Assim, no primeiro dia, 12 de Março, será promovido o pão (“Padaria da Jú”), no dia seguinte os corações da D. Leocádia, no dia 14 será a vez da pasta de azeitona e dos nógados (Maria Antónia Goes), a 15 a oferta é de laranjas (Domingos Reforço) e no último dia, 16 de Março, o destaque vai para o azeite (UCASUL e Horta da Vila).
No dia 14, sexta-feira, a partir das 18h00, haverá lugar à degustação de paladares em torno dos frutos secos que serão o mote do Festival Gastronómico, programado para a Feira dos Santos já em 2014. Como antecipação dos sabores deste Festival, a Escola Profissional de Alvito dará a conhecer “petiscos” salgados ou doces confecionados com nozes, castanhas e outros frutos secos que estão associados à Feira dos Santos de Alvito. O vinho da Herdade das Barras marca igualmente presença como acompanhante deste momento de prazer gastronómico.
Também o filme promocional Feira dos Santos irá ser mostrado diariamente no espaço comum da Turismo do Alentejo e Ribatejo.
Alvito é um concelho que quer promover sorrisos, simpatia e experiências positivas. Estas passam pela emoção e pela paixão ligadas também às fileiras da gastronomia, doçaria e vinhos. Sinta pois os prazeres de Alvito coração do Alentejo. Esperamos por si no Espaço Geral do Turismo do Alentejo e Ribatejo: Pavilhão 1; STAND 1A05; Município de Alvito: M11
http://www.cm-alvito.pt/
07/03/2014
RADIO grafias
A Terras Dentro, entidade parceira do projeto RADIOgrafias, convida-o/a a estar presente na primeira conferência do Radiografias - Conhecer, Capacitar e Empreender no Baixo Alentejo.
10 de Março|9.30h|Centro Cultural de Alvito
Esta conferência visa promover um debate e difundir o que está a ser feito no concelho de Alvito, onde serão partilhadas as boas práticas e os fatores distintivos, como também os principais problemas que surgem na sub-região.
28/02/2014
MANUEL MARIA FEIO BARROSO - A SUA OPINIÃO
DOIS ARTIGOS DE MANUEL MARIA FEIO BARROSO
"Militância partidária e formal versus vida cívica e militância
informal.
Terminou mais um congresso
partidário, neste caso, do PPD/PSD. De igual forma, há algumas semanas, o
CDS/PP reunira-se, também, em congresso, aliás, num ciclo de alguma
regularidade de congressos, ou reuniões afins, das várias organizações político-partidárias.
Estes são os momentos em que estas
organizações decidem grande parte das respectivas estratégias, designadamente quem
as representará nos tempos imediatos. De igual forma, sabe-se que é a partir da
resultante destes encontros, conjugada com os resultados eleitorais que lhes sucedem,
que se determina a configuração básica da gestão política de Portugal, nos mais
diferentes tipos.
Esta é, inequivocamente, uma das
principais fontes da relação entre as forças político-partidárias e os
cidadãos.
Todavia, este processo parece
alimentar um forte equívoco. Por um lado, constata-se um forte alheamento das
pessoas face às «militâncias» partidárias, arriscando-me a dizer que este será
um traço comum a todas as forças partidárias – umas mais que outras, mas, todas
elas, sofrendo de semelhante enfermidade. Por outro, é um facto inquestionável que
continua a aumentar a taxa de não participação dos cidadãos nos sucessivos processos
eleitorais, de todo o tipo.
De forma genérica, poder-se-á
considerar que as estratégias utilizadas não têm conseguido inverter o sentido
de desmobilização formal dos cidadãos, face à participação cívica comum.
Em sentido contrário, evoluem os
níveis de desagrado dos cidadãos face ao sistema. É inegável a fortíssima
dissonância entre as pessoas e a generalidade da estrutura (e conjunturas) da
vida pública – quer no plano nacional, quer em contextos localizados. Quiçá, esta
matéria constitua o maior factor de risco do sistema democrático.
Tudo isto suscita uma (re)visita
a um conceito de enorme importância na vida cívica: - A «militância»!
A «militância» não é um conceito
reservado à condição de vínculo formal, seja ao que for. Pelo contrário, a
«militância» decorre da disponibilidade individual para o exercício integrado
num determinado sistema de valores. Eu não sou «militante» formal de nada! Como
eu… somos milhões! Todavia, considero-me «militante» de causas. Por isso, aqui
estou!
Porém, a ideia de «militância»
continua a estar associada a um domínio formal, restrito, com parâmetros
definidos… todavia, essa é apenas a «militância formal»! Aliás, talvez por
isto, parece haver algum pânico ou prudência por parte de organizações
político-partidárias, na incorporação de «independentes» nas suas fileiras,
onde esses «entes estranhos» poderiam provocar alguma alteração no «status quo»…
É a partir dessa «militância
formal», de base político-partidária, que se define a generalidade das decisões
sobre o bem comum. Salvo raras excepções, ao universo do cidadão comum ou dos «militantes
informais» (conhecidos por «independentes»), onde me incluo, apenas parece
estar reservado o cumprimento daquelas decisões, em cuja natureza resida, quiçá,
uma das causas básicas para a crescente não participação cidadã na vida
colectiva.
Tenho consciência da importância
dos partidos políticos, aliás, base estrutural e imprescindível da nossa
organização democrática. Porém, reservo-me o direito de poder contribuir com a
minha vontade e os direitos que me assistem cívica e constitucionalmente no
processo de construção das decisões do meu país, sem que, para tal, me seja «exigida» – directa ou indirectamente - qualquer vinculação
partidária para o exercício desses direitos.
Por tudo isto, considero-me um
«militante informal» nas causas cívicas e humanistas.
Manuel Maria Feio Barroso"
O
municipalismo como resposta da decisão local face às ilegitimidades políticas
centralistas e regionalistas.
(Manuel Maria Feio Barroso, vereador da Câmara
Municipal de Alvito)
Aqui está uma das matérias que me levou a entrar na
actividade política autárquica, neste caso, apresentando-me como candidato a
Presidente da Câmara Municipal de Alvito, no último processo eleitoral, em
Setembro de 2013.
Sendo um cidadão independente face às militâncias
partidárias, embora com uma relação de total lealdade com os dois partidos que
me apoiaram nesse processo político (PPD-PSD e CDS-PP), fui eleito vereador,
função que venho assumindo, sem pelouro atribuído, mas com total frontalidade e
disponibilidade, procurando promover os princípios e o programa que apresentei
ao eleitorado do concelho de Alvito.
Quem leu o meu programa eleitoral pode testemunhar o
empenho que depositei na construção de soluções de natureza regional ou
sub-regional, inscritas num quadro de desenvolvimento nacional –
necessariamente com a inclusão das estratégias ao nível municipal em todo este
processo.
Aí estão definidos, com a suficiência possível – tendo
em conta a circunstância em que foram produzidos - os factores que, sob o meu
ponto de vista, poderiam contribuir para uma alteração deste “status quo” que
todos assistimos no Alentejo e, em especial, no distrito de Beja.
Obviamente que o referido programa, centrado no
concelho de Alvito, não pretende ser a panaceia para a mudança geral deste
estado de definhação em que o distrito de Beja tem vivido. Pelo contrário, sugiro,
nesse quadro, a cooperação intermunicipal para a definição e aplicação de
medidas que, de forma adequada, pudesse inverter este processo recessivo.
Desde logo, embora não seja o fulcro desta minha
argumentação, importa sublinhar, também, a evidência de responsabilidades por
parte de quem tem vindo a gerir a generalidade das autarquias locais deste
distrito, não sabendo ter o discernimento ou a capacidade politica necessária
para a negociação com os sucessivos Governos da República. Como se sabe, o
relacionamento político entre o poder local, na generalidade dos municípios do
nosso distrito, e o poder central, nunca ou raramente foi orientado por
estratégias de ganhar-ganhar, antes pelo contrário, situou-se em estratégias de
incomunicabilidade ou dissonâncias elementares, cuja consequência directa se
situou ao nível dos muitos baixos níveis de desenvolvimento, especialmente constatáveis
no distrito de Beja.
Como poderei demonstrar, em múltiplas ocasiões tive
oportunidade de alertar para a necessidade da constituição de uma dimensão
colectiva, coesa e assertiva, exclusivamente centrada no “cluster” «distrito de
Beja» e, por sua vez, procurando situar o nosso distrito, com a dignidade e
potencial que tem, quer no quadro da decisão e desenvolvimento nacionais, quer
no quadro do desenvolvimento geral do sudoeste ibérico. Claro está, que este “cluster”
tem, na sua natureza e desenvolvimento, a diversidade e as características
múltiplas do nosso território, das nossas gentes, da nossa cultura e,
especialmente dos factores económicos – tão diversos e importantes – que podem
fazer toda a diferença nos mais diversos cenários de análise.
Com efeito, tudo tem acontecido em sentido diferente…
muito diferente mesmo!
Este assunto, merecedor de um maior e mais
desenvolvido tratamento, deve estar na linha-da-frente das preocupações dos
decisores políticos, nos mais diversos contextos e níveis de decisão, os quais
devem contar com a sociedade civil, designadamente os cidadãos, as estruturas
de ensino, de formação ou de investigação, as mais diversas áreas do
desenvolvimento económico, cultural, etc.
Porém, não podemos esquecer o domínio fundamental de
tudo isto: - A política!
Sem me querer alongar, embora seja uma matéria que me
é muito querida, queria apenas deixar aqui um conjunto de questões centradas na
natureza da legitimidade da decisão política sobre o desenvolvimento da nossa
região, e em especial sobre o nosso distrito de Beja, designadamente face aos
resultados do referendo sobre a regionalização e sobre a legitimidade política
(e encargos públicos inerentes) dessas figuras de construção enviesada,
designadas por Comissões de Coordenação
e Desenvolvimento Regional (CCDR).
- Quem não se recorda do
processo afim ao referendo sobre a regionalização (Referendo de 8 de Novembro
de 1998)?
Como se sabe, o conjunto dos portugueses eleitores disseram
«Não» (com 60,67%) a
essa cartilha de muito mau gosto, desenhada à revelia da sensatez, pese embora,
por circunstâncias ainda hoje mal explicadas – em especial pelo PS – o «Sim»
tivesse saído vencedor no Alentejo, facto que agruparia toda a região
alentejana em uma única região administrativa (figura político-administrativa
cuja criação está prevista desde a aprovação da Constituição, ou seja, desde 1976).
(Recordo que o argumento para a não aplicação do
resultado desse referendo, segundo os decisores de então, não foi vinculativo,
por causa da baixa participação dos eleitores). Coisa estranha!
- Quem não se recorda dessa histórica digladiação,
vivida e representada, entre “Beja” e “Évora”, geralmente polarizada em favor
de “Évora”?
- Enfim… que aconteceu efectivamente em alternativa a
esse «Não» vencedor?
Parece simples a
resposta… mas, ela é mesmo complicada e inacreditável:
- Em primeiro lugar,
neste período de tempo, temos constado alguns desses fenómenos de criatividade
equivocada, muitas vezes “desenhados” desde um certo poder iluminado,
centralista e obtuso, consagrando de forma abusiva e ilegítima sob o ponto
vista político, como foi o caso da aplicação sub-reptícia de um processo de
regionalização, derrotado em referendo.
- Por outro, assistimos – e essa é a parte visível e
especialmente problemática – a um definhar do desenvolvimento regional, no
nosso caso, distrital, onde as legítimas autoridades políticas – as autarquias
locais – acabam por ser meros espectadores de decisões vindas de um certo
etéreo espaço, fundado em sucessivas confianças políticas centrais.
Embora reconheça a pertinência de uma estrutura
descentralizada da Administração Central do Estado, a qual deve garantir a
coesão nacional, recorrendo, em primeiro lugar, à dignificação das condições de
vida dos cidadãos e à equidade, quer no planeamento nacional, quer na sua
implementação e avaliação, pergunto: - Essa ideia peregrina, que configura as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento
Regional (CCDR) como uma espécie “penso rápido” numa ferida estrutural,
foi baseada em que fundamentos políticos? Que legitimidade política teve a sua
criação, face ao resultado do referendo?
Como se sabe, as (CCDR) são, segundo Decreto-Lei n.º 104/2003,
“serviços desconcentrados da Administração central dotados de autonomia
administrativa e financeira, incumbidos de executar medidas proveitosas para o desenvolvimento das respectivas
regiões”.
Tal formulação suscita, nesta óptica, a seguinte
questão: - Porque é omissa a referência às autarquias locais neste texto legal
ou ao seu eventual envolvimento no processo decisório de vanguarda, sobre os
territórios em que, de forma inquestionável, são gestores outorgados pela via
democrática eleitoral?
E… finalmente:- Que intervenção tem tido o poder local
face a tudo isto?
Se não aceito que se tenham vindo a adulterar os
resultados do Referendo de 8 de Novembro de 1998, onde os portugueses disseram
maioritariamente «NÃO» à dita “regionalização», também, não poderei aceitar os
reiterados fenómenos de intrusão ilegítima na definição do futuro das
localidades ou das decisões locais e, por extensão, nas decisões regionais que
podem decorrer da harmonia entre as decisões autárquicas “per si”, ainda que
travestidos de formulações administrativas aparentemente envolvidas no
desenvolvimento das regiões.
Para que não subsistam equívocos sobre o meu
posicionamento face a tudo isto: - Embora reconheça a pertinência de estruturas
ou serviços desconcentrados da Administração central nas diferentes regiões,
pelos considerandos já apresentados, fui, sou e serei sempre um defensor da
localização e, por razões objectivas, um MUNICIPALISTA.
Em última análise, trata-se da consolidação dos
valores nucleares da Democracia.
Insistir na actual estratégia será consagrar os
péssimos resultados que a realidade nos oferece.
O resultado está à vista!
27/02/2014
ALVITO SEMANA GASTRONÓMICA DO PORCO
ALVITO
SEMANA GASTRONÓMICA DO PORCO
24 DE FEVEREIRO A 3 DE MARÇO
O Buraco da Zorra e o Restaurante Markádia aderiram à Semana Gastronómica do Porco com Migas de Espargos com Porco Preto, Lombinhos de Porco Preto na Brasa , Secretos de Porco Preto, Migas com Carne de Porco e Cozido de Grão à Moda Antiga.
A Semana Gastronómica do Porco é promovida pela Turismo do Alentejo e Ribatejo e conta com a adesão de mais de 140 restaurantes dos 58 concelhos que integram estes destinos turísticos.
Cada restaurante acrescentou à sua ementa pratos de porco, confecionados com a mestria dos saberes e sabores tradicionais.
05/02/2014
COLÓQUIO DE ALVITO PARA O JAPÃO
A propósito do ano em que se comemoram os 400 anos da morte de D. Luís Cerqueira, tão ilustre alvitense, o Município de Alvito irá apresentar um programa de comemorações que pretende destacar a cultura japonesa e a importância da sua ligação ao Alentejo e a Alvito.
Tais comemorações irão ter início no dia 7 de Fevereiro, com um Colóquio que contará com a presença de dois oradores de reconhecido mérito, Dr. Tiago Salgueiro e o Prof. Dr. João Paulo Oliveira e Costa.
Subordinada ao tema “Do Japão para o Alentejo - A Embaixada Japonesa Tenshö em Vila Viçosa no ano de 1584”, a palestra de Tiago Salgueiro, terá início pelas 15h00. Já a palestra de João Paulo Oliveira e Costa, apresentará "D. Luís Cerqueira. Um bispo de Alvito no Japão" e terá lugar pelas 15h45.
Após estas intervenções, será inaugurada a exposição “Imagens do Japão”, com diversos materiais alusivos às tradições japonesas e também ao Japão atual.
Até ao final de 2014, serão promovidas diversas ações, designadamente a plantação de Gingko Bilobas (no Dia Mundial da Árvore), um Workshop de Sushi, uma Cerimónia do Chá, entre outros eventos de entre os quais destacamos exposições, danças e música japonesa.
EXPOSIÇÃO – ARTESANATO EM CORTIÇA DE ANTÓNIO RATO
Uma exposição de trabalhos em cortiça, executados pelas mãos mestras de António Rato, artesão de Santana (Concelho de Portel), estará patente a partir de 7 de Fevereiro no Posto de Turismo de Alvito. Para visitar até 26 de Abril.
29/01/2014
ERVAS DA BARONIA
FIM DE SEMANA GASTRONÓMICO
Catacuzes, Espargos e Carrasquinhas são os protagonistas do fim de semana gastronómico nos restaurantes aderentes do concelho de Alvito
A Câmara Municipal de Alvito volta a dar destaque às Ervas da Baronia, desta vez a 15 e 16 de fevereiro.
No dia 15, sábado, no Mercado Municipal, pode assistir e participar no 1º Workshop “Ervas de Comer”, onde as ervas serão confecionadas pelos especialistas da Escola Profissional. Informações e inscrições até dia 13 no Posto de Turismo.
A iniciativa visa promover a nossa Gastronomia e também os nossos Vinhos, dinamizando o setor da restauração e a economia local.
Apelamos aos apreciadores da boa gastronomia para que venham a Alvito disfrutar de um fim de semana tranquilo (e apaixonado!) onde sabores, aromas e cores não vão, seguramente, faltar.
ver Cartaz
ver Restaurantes Aderentes
MARIA ANTÓNIA GOES - PREMIADA
A Feitoria dos Livros tem o prazer de vos informar que foram atribuídos 2 Prémios pela GOURMAND WORLD COOKBOOK aos seguintes títulos:
• O ALENTEJO À MESA
Maria Antónia Goes
BEST LOCAL CUISINE BOOK
• O PORCO COM SUA LICENÇA
Maria Antónia Goes Maria Antonia
BEST SINGLE SUBJECT COOKBOOK
22/01/2014
LANÇADA APLICAÇÃO MÓVEL YOUGO ALENTEJO E RIBATEJO
Reforçando a presença online da oferta turística dos destinos Alentejo e Ribatejo, é com agrado que se anuncia o lançamento da aplicação móvel YouGo Alentejo e Ribatejo.
Esta aplicação vem facilitar ao visitante do Alentejo e do Ribatejo o acesso, de forma prática, a informações turísticas relevantes, tais como, restaurantes, alojamentos, atividades de lazer e animação, agenda cultural e muitas outras, acerca dos 58 concelhos que compõem este território.
Otimizada para smarthphones, a aplicação está já disponível para ser descarregada nas lojas online Google Play e na Apple Store.
No site www.visitalentejo.pt encontra o link para instalar a versão android da aplicação.
ALENTEJO, UM DOS MELHORES LOCAIS DO MUNDO A VISITAR EM 2014
É com muito gosto que partilhamos o facto de o Alentejo ter sido considerado pela prestigiada revista de viagens Traveler da National Geographic, um dos melhores locais do mundo a visitar em 2014.
Neste contexto, o Alentejo prova que é um destino turístico atrativo, a par das tendências atuais, com oferta de produtos turísticos inovadores, que refletem “o que é autêntico, culturalmente rico, sustentável e superlativo no mundo atual das viagens”.
20/12/2013
04/12/2013
05/11/2013
ALVITO E A ROTA DO FRESCO - Na Praça da Alegria
Mais ou menos a partir do minuto 10.
http://www.rtp.pt/play/p1057/e133481/praca-da-alegria-ii/323110
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