08/05/2006





O 2º Encontro de Alunos do Externato S. João de Deus, em Alvito, foi mais um momento alto de confraternização, amizade, boa disposição e saudade.
Ainda estava a decorrer este Encontro e já se pedia que fosse repetido sempre anualmente…
Há de facto neste grupo de Mulheres e Homens, que tiveram a honra de estudar neste Colégio, algo superior e enigmático, uma reciprocidade de sentimentos que surpreende. Como se de uma Família se tratasse e por muito tempo houvesse estado afastada, hoje, sobretudo hoje, não quer perder um minuto de convívio. Todos os momentos são revividos com calor, ternura e saudade.

Os corações batem mais apressados quando chega o momento do encontro no Adro – lugar marcante na vida de todos . Seguem-se manifestações de reconhecimento de fisionomias e corpos, diferentes dos de então e logo este concluído se inicia uma conversa sem fim cheia de lembranças dos bons e maus momentos. Há um desfiar de recordações, um conta tu que depois conto eu. Enfim… Lembras-te…? Lembras-te…? E a memória às vezes já atraiçoa e não consegue mesmo lembrar-se…
Mas em contrapartida outros pormenores há, que cem anos tivessem passado, jamais seriam esquecidos.
Há semblantes que o tempo manteve inalterável na nossa memória. Ou porque nada mudaram ou porque o nosso pensamento sempre a eles se manteve fiel.

Como foi bom o Encontro do ano passado.
Mas o deste ano, o dia 06 de Maio de 2006, marcou sobremaneira a confirmação da amizade, o desejo de estar perto de quem se gosta, a camaradagem transparente, a convivência límpida com todos. Jamais esquecerei o dia 06 de Maio de 2006. Por todas as razões.

Depois do Encontro no Adro seguimos para a Igreja Matriz de Alvito, nossa boa companheira desde a infância, onde foi rezada missa de sufrágio por Professores e Alunos . O Padre João Carlos celebrou o ofício divino tendo feito na Homilia uma profícua exposição e onde lembrou os Professores e Alunos do Externato que, infelizmente já não se encontram entre nós.

Depois da Missa partimos, em grupos, a caminho da Quinta dos Prazeres que se esmerou em servir-nos um lauto banquete.
Foi uma tarde em cheio. Havia sempre assuntos diferentes em cada mesa. Depois trocávamos de lugar para a todos darmos atenção e com todos conviver.
Magnífico exemplo de amizade e camaradagem .

Ao aproximar-se a noite, alguns amigos que não podiam ficar mais tempo, lá partiram depois de apertados abraços e beijos e a promessa de que “cá estaremos para o ano”. Ainda vi alguns olhos marejados tentando disfarçar os sentimentos.


Mas ainda havia a “prova de resistência”…
Quem ficava por Alvito e não só ainda tinha a açorda de bacalhau à meia noite. E os resistentes ainda foram em grande número.

Neste intervalo houve diversas propostas de novas acções a desencadear para o futuro tendo por base este núcleo de antigos estudantes. Há ideias muito interessantes e que poderão, a ser levadas por diante, oficializar um movimento de cidadãos com plena participação na vida cultural desta terra.

Ainda houve tempo para ouvir alguns poemas ditos pelas poetas Olinda Bonito e Natália Caeiro .

Chegou, entretanto, a rica açorda acompanhada dos bons vinhos alentejanos os quais já nos tinham feito companhia durante a tarde.

Agora era mesmo o encerrar de um dia maravilhoso e inolvidável .

Para o ano “cá estaremos” se Deus quiser.




Colocamos as fotos possíveis devido a avaria técnica.

Se algum Amigo com fotos suas as desejar ver aqui expostas agradeço o seu envio para

beja@netcabo.pt

(PARA VER AS FOTOS EM TAMANHO MAIOR É SÓ CLICAR SOBRE ELAS)



A caminho do almoço







Um aceno para o fotógrafo...



As primeiras libações...



O amigo pasteleiro não andou no nosso "Externato"...



Já me está a crescer água na boca...



...e a orelha de coentrada a ouvir a conversa...



...uma vista parcial da sala...



...e por agora terminamos colocando o Menu para abrir o apetite...













9 comentários:

Joaquim Mochila disse...

Meu caro LUMIFE, voltas e mais voltas "ao disco" e a sua fisionomia não me entra. De qualquer forma os meus parabens pelo esforço desenvolvido em torno das recordações. Não posso perdoar ao meu grande amigo José Augusto Feio Barroso, o facto de não me ter comunicado o evento, mas enfim, serão contas a acertar brevemente.
Também gostei do encontro de blogs.
Um abraço.
Joaquim.Mochila@netvisao.pt

Manuel Maria Barroso disse...

Olá a todos! Sou o Manuel Maria Barroso.
Em primeiro lugar quero voltar a dar um grande abraço a todos os nossos colegas do Externato S. João de Deus (agora de forma electrónica!).
Em segundo lugar quero agradecer ao nosso colega "Lumife" pelo carinho com que tratou tão bonito momento neste “blog”, aliás, de forma semelhante à sua já conhecida atitude de “alma mater” destas bonitas iniciativas. Este agradecimento vai, também, para todos os colegas que tiveram a ideia desta iniciativa e lhe deram corpo (vai aqui um especial abraço para a Olinda, para o José Alberto Palma Fialho e para o Joaquim Serrano – para falar de alguns dos muitos que foram incansáveis...)
Em terceiro lugar, em nome do mano José Augusto, quero pedir desculpa ao Joaquim Augusto Mochila por não lhe ter dado uma palavrinha... ainda por cima sabendo-se que este nosso “jovem” colega (agora na diáspora por terras da "margem sul" lisboeta) também gostaria de beber um copito ("um" é força de expressão!).
Em todo o caso, para "os anos" há mais! (e muito mais!).
Talvez não fosse má ideia que o Joaquim Augusto e os outros colegas que conhecem esta iniciativa fossem reunindo contactos de colegas (desde os mais "bebés" aos mais “dinossauros”) para que o próximo encontro venha a ser ainda mais completo.
E... já que temos a sorte do nosso colega “Lumife” dar “letra” e “imagem” a estas iniciativas, seria interessante, também, pedir-lhe o favor de ser ele o depositário desses dados.
PS: Recordo que, eu próprio sugeri – à sobremesa - que o grupo pode ter outras iniciativas, nomeadamente a de dar corpo a uma reedição dos Adágios do nosso conterrâneo António Delicado... mas, por agora, não vos tiro mais tempo.
Fico por aqui... com um grande abraço de amizade
Manuel Maria Feio Barroso

a sua vizinha disse...

Esses encontros trazem-nos sempre gratas recordações. Gostei de ver as fotos. Só gostava de saber quem é o vizinho! Ou não está em nenhuma? O menú fez-me água na boca...
Vai agora um cafezinho cá na minha casa?

ALVITENSE disse...

Descobri hoje este blog.
Naturalmente, as minhas primeiras palavras vão para o LUMIFE, felicitando-o não só por este blog, como pelos outros. Quanto à curiosidade de saber quem é o LUMIFE, mais ano, menos ano, resolve-se; para mim, é Alvitense e foi Aluno do Colégio, é q.b.
Quanto ao nosso amigo Mochila - há tantos anos que não o vejo - informo-o que este Encontro já foi o segundo; por isso o Zé Augusto já deve duas!
Uma última palavra para o meu Amigo Manuel Maria Barroso, a quem a «voz do sangue» soou mais alto. De uma forma irónica e inofensiva tocaram no Mano e EI-LO!
Oh Barroso, o teu irmão não é um incapaz!
Mas nas tuas palavras há muito mais . . . ?
Delicadamente, deixas-nos um «suspense».
Aguardemos os próximos capítulos.
E por aqui me fico.
UM GRANDE ABRAÇO.
ALVITENSE.

TMara disse...

amigo, por vezes as peregrinações ao passado são dolorosas, ou frustrantes. K bom k aqui nunca é o caso e os laços de fraternidade são fortes.
Parabéns a todos.
Bj grande para ti e Carmo (a pequena e linda Carolina como vai?).
Abraço do António para ambos,

Anónimo disse...

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Paulo Sempre disse...

«O "milagre" das pinturas!!»..pena é a omissão da verdade ciêntifica!

Bem...mas há a fé, né?

bjs

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