06/03/2007




S E N T I R

Quero agarrar o tempo que se esvai,
Estou preso nas grilhetas da saudade.
O tempo nunca fica, o tempo vai...
Tão breve quanto foi a mocidade.


Acordo manhã cedo, abro a janela,
Aspiro o cheiro novo da cidade,
Sacudo este meu corpo, apago a vela
Que dava luz à minha ansiedade.


Reajo ao sonho que me traz cativo,
Afogo a minha mágoa em fantasia.
Eu quero sentir a vida, quero estar vivo...
Mas renasço, amargurado, em cada dia.


(Orlando Fernandes - Fronteiras do Sonho)





4 comentários:

Azoriana disse...

É disto que eu gosto:
Imagem que faz "Sentir"
Um olhar de sol-rosto
E o amor nunca partir.

É belo esse poema

Um abraço e é bom voltar aqui.

MARIA VALADAS disse...

Um belo poema de Orlando Fernandes!

Um belo " Sentir"!!

Obrigada Lumife... pela bela poesia que divulgas aqui no teu " espaço"

Uma boa semana para ti...

Abraço amigo da

Maria

Teresa David disse...

Decididamente estás imerso em poesia e viçosas flores por todos os blogs, e que bela companhia são.
Bjs
TD

Anónimo disse...

Obrigada Orlando Fernandes, pelas palavras, tão de acordo com o que sinto.
Sem mesmo lhe pedir licença, penso dizer este seu poema no próximo dia 6, numa festa na Vóz do Operário para que fui convidada, para dz poesia.
Continue a brindar-nos com os seus sentimentos poéticos, que eu sei que transbordam e vão por aí, ao encontro de quem os valorize.

Feliz Ano-Novo!

Abraço fraterno

Felismina mealha

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