Fim de Tarde

foto
Daqui
Olha, como serena e leve
Assoma agora a noite
Na calma do montado!
Nos trilhos das searas,
Vagueia um vento quente,
Sonâmbulo e alado.
Descansa a planície
Na mansa compostura
De terra fecundada.
Apaga-se o sol-posto,
Nos braços dum suão
Exausto da jornada.
Descendo pela serra,
O gado pachorrento,
Recolhe-se no monte,
E os pássaros inquietos,
Procuram seu abrigo
Rumando o horizonte.
Os cânticos profanos,
Ingénuos, dos ganhões
Violam os espaços;
E um Alentejo ardente,
Na noite que se acende,
Acolhe-me em seus braços.
Orlando Fernandes (Alentejo … e Outros Poemas)
4 comentários:
Olá Lumife
O poema é belissimo
fala do Alentejo que sempre trago na alma
Beijo com carinho
tu é que me acolhes com este poema feito de recordações e de amor pelo alentejo
um abraço
jorge
O poema é bonita, mas a foto está soberba, boa semana
Foto e poema supremos!
Meu Alentejo!
Meu chão! Minha Pátria!
Felismina mealha
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