16/10/2007

Fim de Tarde

foto Daqui





Olha, como serena e leve
Assoma agora a noite
Na calma do montado!
Nos trilhos das searas,
Vagueia um vento quente,
Sonâmbulo e alado.


Descansa a planície
Na mansa compostura
De terra fecundada.
Apaga-se o sol-posto,
Nos braços dum suão
Exausto da jornada.


Descendo pela serra,
O gado pachorrento,
Recolhe-se no monte,
E os pássaros inquietos,
Procuram seu abrigo
Rumando o horizonte.


Os cânticos profanos,
Ingénuos, dos ganhões
Violam os espaços;
E um Alentejo ardente,
Na noite que se acende,
Acolhe-me em seus braços.



Orlando Fernandes (Alentejo … e Outros Poemas)

5 comentários:

Betty Branco Martins disse...

Olá Lumife

O poema é belissimo

fala do Alentejo que sempre trago na alma

Beijo com carinho

jorge vicente disse...

tu é que me acolhes com este poema feito de recordações e de amor pelo alentejo

um abraço
jorge

Barão da Tróia II disse...

O poema é bonita, mas a foto está soberba, boa semana

SILÊNCIO CULPADO disse...

Depois voltarei com mais tempo para comentar.Hoje só quero convidar-te a juntares-te a nós no NOTAS SOLTAS IDEIAS TONTAS (http://notassoltasideiastontas.blogspot.com) no grito contra a pobreza, hoje dia 17/10/07 em que, internacionalmente, se exige a sua erradicação.

Anónimo disse...

Foto e poema supremos!
Meu Alentejo!
Meu chão! Minha Pátria!


Felismina mealha

Seguidores

Arquivo do blogue