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Foto de José Varela (Al-Farrob)
Pintada no doirado das searas,
frágil papoila rubra dos trigais,
lembra um rubi em flor, é jóia rara,
dançando ao som dos ventos estivais.
Papoila, prisioneira do suão,
cativa do chão seco onde se deita,
irmã da triste espiga magra em pão,
sofre com ela a dor da má colheita.
Mas quando a aurora rompe em alvoradas,
as pétalas sedosas, encarnadas,
P’lo espaço, vão libertas esvoaçando,
E a humilde papoila colorida,
é lágrima de sangue, dor sentida,
Que em desalento a terra vai chorando.
Orlando Fernandes (Alentejo… e Outros Poemas )
5 comentários:
o alentejo é uma dádiva e essa poesia uma flor.
espero que nos mostres mais flores como estas, amigo
um abraço
jorge
Uma poesia que é um hino (de forma indirecta) às antigas searas de trigo, que por aí existiram, e onde tantas pessoas sofreram.
Saudações.
Manuel
Olá Lumife, fiquei deslumbrada, com estas postagens.
parabéns.
Beijinhos!
Bom fim de semana,
Fernandinha
Adoro ver um campo de papoilas com a beleza escarlate que emana e que o poema bem ilustra.
Bjs
TD
passei p desejar boa semana.
abraço, compadre
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