Exposições no espaço Adães Bermudes (Alvito), até 4 de janeiro de 2015
27-11-2014

Desde o passado dia 1 de novembro que se encontram patentes no espaço Adães Bermudes, em Alvito, as exposições Re]começar, 7 artistas em Alvito eGlocalização ou Colapso. Obras da Coleção MG, que se encontrarão patentes até 4 de janeiro de 2015.

[Re]começar, 7 artistas em Alvito, resultou das residências artísticas organizadas pela Associação Inter.meada, em agosto passado. Nesta exposição são apresentados trabalhos de Ana Linhares, Carlos Gaspar, Frederico Mendes, João Serra, Mariana Marote, Teresa Palma Rodrigues e Rodrigo Bettencourt da Câmara.

Teresa Palma Rodrigues (Fotografia de Mariana Marote). O trabalho realizado durante a residência apresenta-se sob a forma de caderno de campo, um livro de artista no qual estão pintados bolinhos da padaria da vila. Neles se utiliza o saber-fazer da região, bem como os produtos que dela provêm: o azeite, a banha, o mel, o trigo e também frutos, como o limão, o figo, a amêndoa ou a noz, mesclados em pequenas formas com motivos simples. Não resistindo à tentação de os comer, os bolos vão-se partindo, despedaçando, de modo que, na última página, só restam as migalhas.
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A mostra conta com o apoio do Município de Alvito, da Associação EGA - Estudos Gerais de Alvito, da Direção Regional de Cultura do Alentejo e do Turismo do Alentejo-ERT, entre outras entidades.
GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG, exposição que inaugurou o novo espaço da EGA - Estudos Gerais de Alvito (Associação Cultural), resultou de uma intensa colaboração com a Câmara Municipal de Alvito e foi concebida como desenvolvimento do eixo principal das atividades da EGA - o estudo dos fenómenos da localização e da globalização.
Partindo das obras que fazem parte da Coleção Marin/Gaspar, o primeiro nome pensado para a exposição foi 'Do Local ao Global na Coleção MG' e, apesar de se manter a fidelidade ao espírito e ao conteúdo do projeto, operou-se uma mudança de título - Glocalização ou Colapso. Algumas obras da coleção MG - resultado que traduz melhor o fio condutor que o comissário João Fonte Santa prosseguiu e o sentimento que as imagens nos permitem, num processo que assentou num contínuo diálogo durante a seleção das obras, revelando-se como o aprofundamento da ideia original.
O convite ao artista João Fonte Santa para pensar e comissariar esta mostra decorreu do impacto da sua recente exposição - O Colapso da Civilização - cujas peças centrais aqui estão patentes, e do facto, marginal mas de significado relevante, de ele próprio ter nascido em Alvito.
Tendo como pano de fundo a obra de Jared M. Diamond Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed (2005), procuraram-se imagens que dão conta da interação e da projeção do local no global e interrogamo-nos se tal interação pode ser a resposta ao colapso tantas vezes profetizado e que acreditamos poder ser ainda contrariado.
O local que se reabre agora à fruição pública tem ainda uma particular ressonância nos objetivos primaciais da EGA - a educação e o desenvolvimento. Neste contexto é simultaneamente homenageado um vulto grande da cultura portuguesa, o Arquiteto Adães Bermudes, cujo nome se logrou associar ao espaço.
Partindo das obras que fazem parte da Coleção Marin/Gaspar, o primeiro nome pensado para a exposição foi 'Do Local ao Global na Coleção MG' e, apesar de se manter a fidelidade ao espírito e ao conteúdo do projeto, operou-se uma mudança de título - Glocalização ou Colapso. Algumas obras da coleção MG - resultado que traduz melhor o fio condutor que o comissário João Fonte Santa prosseguiu e o sentimento que as imagens nos permitem, num processo que assentou num contínuo diálogo durante a seleção das obras, revelando-se como o aprofundamento da ideia original.
O convite ao artista João Fonte Santa para pensar e comissariar esta mostra decorreu do impacto da sua recente exposição - O Colapso da Civilização - cujas peças centrais aqui estão patentes, e do facto, marginal mas de significado relevante, de ele próprio ter nascido em Alvito.
Tendo como pano de fundo a obra de Jared M. Diamond Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed (2005), procuraram-se imagens que dão conta da interação e da projeção do local no global e interrogamo-nos se tal interação pode ser a resposta ao colapso tantas vezes profetizado e que acreditamos poder ser ainda contrariado.
O local que se reabre agora à fruição pública tem ainda uma particular ressonância nos objetivos primaciais da EGA - a educação e o desenvolvimento. Neste contexto é simultaneamente homenageado um vulto grande da cultura portuguesa, o Arquiteto Adães Bermudes, cujo nome se logrou associar ao espaço.
Esta exposição é organizada pela EGA - Estudos Gerais de Alvito, com o apoio da Direção Regional de Cultura do Alentejo, Município de Alvito, Turismo do Alentejo - ERT, CEDRU, ArteDispersion e Horta da Vila.
DIRECÇÃO REGIONAL DE CULTURA
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