
A planície geme sob o arado
Que revolta sua solidão e paz,
Do lavrador, o suor abençoado
Rega a terra que o arado desfaz.
Na planície calada e ardente
Escaldante p`lo sol do Estio,
O pastor cansado, mas presente,
Guarda o gado com amor e brio.
Ouvem-se cigarras, cigarreando,
Com sua voz perturbando
O silêncio e a paz sentida,
E neste Alentejo dourado
Por searas, pasto e gado,
A terra enobrece e dá vida.
Olinda Bonito
03/08
2 comentários:
que maravilhoso, amigo. a olinda bonito tem algum livro?
um abraço
jorge
DÓRDIO GOMES - Um merecido destaque ao grande Senhor da Pintura e à poesia de Olinda Bonito.
Foi um prazer ter passado por cá. Grata pelo convite.
bj
I.
Nota: Levei o 'gadanheiro' a passear até ao concelho de Oeiras. :)
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